Você já teve a sensação de que o dinheiro “desaparece” ao longo do mês, mesmo sem ter grandes gastos? O problema, na maioria das vezes, não está em uma despesa isolada, mas em uma série de hábitos aparentemente inofensivos que, quando somados, fazem diferença no bolso.
Quer exemplos? Desperdício de comida, serviços pagos e pouco usados, juros por atraso, energia mal aproveitada, compras baratas por impulso e até aquela torneira pingando… Ao longo de um ano, tudo isso pode somar o valor de uma viagem, de um novo eletrodoméstico ou de uma reserva de emergência. Vamos acabar com isso, agora!
1. Comida no lixo
De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 30% dos alimentos produzidos no Brasil acabam descartados. Essa perda representa milhões de reais jogados fora, além do desperdício de água, energia e transporte envolvidos na produção. Planejar as refeições da semana, reaproveitar sobras e armazenar os alimentos corretamente são formas simples de cortar gastos e reduzir o desperdício.
2. Juros por atraso nas contas
Pagar contas fora do prazo é um dos hábitos que mais pesam no bolso sem que se perceba. Juros e multas, mesmo pequenos, acumulam um valor considerável no fim do ano. Automatizar pagamentos, criar lembretes no celular ou usar aplicativos de finanças pessoais são estratégias que ajudam a reverter este cenário.
3. Assinaturas esquecidas
Serviços de streaming, aplicativos, clubes de assinatura e planos antigos de celular podem continuar sendo cobrados mesmo quando não são mais usados. O problema é que cada um parece barato individualmente, mas juntos podem representar uma despesa significativa. Faça uma revisão trimestral das assinaturas e cancele o que não é essencial sem medo.
4. Energia
Deixar luzes acesas, esquecer o carregador na tomada e manter aparelhos em stand-by são gestos que elevam a conta de luz. Pequenas atitudes, como desligar equipamentos quando não estão em uso e substituir lâmpadas por modelos de LED, ajudam a equilibrar o consumo e o orçamento.

5. Compras por impulso
Promoções relâmpago e descontos temporários despertam a sensação de urgência e estimulam decisões sem reflexão. Esse comportamento, conhecido como FOMO (sigla em inglês para medo de perder algo), está entre os principais vilões das finanças pessoais. Sabe como evitar isso? Coloque o item no carrinho e deixe lá por mais de 48 horas. Só compre após este período, caso sinta real necessidade pelo item. Agora se a vontade de ter aquilo passar, delete do carrinho.
6. Água mal aproveitada
Deixar a torneira aberta enquanto lava a louça ou tomar banhos demorados pode parecer inofensivo, mas o impacto é grande. O consumo médio de 148 litros por pessoa por dia, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, poderia ser reduzido com atitudes simples, como reutilizar a água do enxágue da máquina de lavar, fechar a torneira ao escovar os dentes e consertar vazamentos assim que aparecem.
7. Delivery todo dia
A praticidade dos aplicativos de entrega e transporte é tentadora, mas o uso frequente pesa no orçamento mensal. Reservar os pedidos de delivery para ocasiões específicas é uma forma direta de economizar. Como fazer isso? Planejando seu cardápio em casa e deixando marmitas prontas na geladeira para toda a semana.
8. Jogos online
O avanço das plataformas de apostas e jogos digitais trouxe um novo tipo de gasto invisível: o dinheiro que vai embora em pequenas transações recorrentes. O problema é que, para parte dos usuários, a prática pode se tornar compulsiva e comprometer as finanças. Definir limites de gasto, bloquear notificações e buscar outras formas de lazer ajudam a evitar que o entretenimento se transforme em prejuízo.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1494, de 7 de novembro de 2025). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.







