No Brasil, esse tema é especialmente relevante: segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 30 milhões de mulheres vivem atualmente na faixa etária do climatério e da menopausa, o que representa cerca de 7,9% da população feminina do país.
Em entrevista recente, a ginecologista Dra. Vanessa Cairolli explicou como a chamada “menopausa moderna” impacta diretamente não apenas o corpo, mas também a mente, a disposição e o envelhecimento saudável da mulher.
Alterações hormonais começam antes da menopausa
De acordo com a especialista, os primeiros sinais dessa fase costumam surgir ainda antes da interrupção definitiva da menstruação. Alterações no ciclo menstrual, como irregularidade, ciclos mais curtos ou mais longos e sangramentos espaçados, já indicam mudanças hormonais importantes.
“Quando essas alterações aparecem, é o momento ideal para procurar um especialista. Não é necessário esperar os sintomas se agravarem ou a menstruação cessar completamente”, explica a ginecologista.
Impacto direto na saúde mental e no desempenho diário
A Dra. Vanessa destaca que o estrogênio tem papel fundamental no funcionamento saudável das células femininas, inclusive no cérebro. A queda hormonal progressiva pode afetar o sono, o humor, a memória, a concentração e a disposição para as atividades diárias.
Segundo ela, muitas mulheres relatam ansiedade, irritabilidade, queda de performance profissional e sensação de cansaço constante, fatores que impactam diretamente a saúde mental e a qualidade de vida.
Menopausa e longevidade: um cuidado que precisa ser antecipado
Um ponto central da entrevista foi o impacto da menopausa na longevidade. A médica alerta que os efeitos do déficit hormonal não se restringem aos sintomas visíveis. Alterações cardiovasculares, perda de massa muscular e óssea e prejuízos cognitivos podem começar ainda antes da menopausa ser oficialmente diagnosticada.
“Menopausa não é um evento isolado, é um processo. Esperar um ano sem menstruar para agir significa permitir que danos já tenham se instalado”, afirma.
Reposição hormonal e mudança de estilo de vida
A reposição hormonal, quando bem indicada e acompanhada por um especialista, foi apontada como uma estratégia segura e eficaz para atravessar essa fase com mais saúde. A médica também reforça que antigos mitos relacionados ao risco de câncer já foram amplamente esclarecidos pela ciência.
Além do tratamento hormonal, a Dra. Vanessa ressalta a importância do estilo de vida. Alimentação equilibrada, atividade física regular e sono de qualidade ajudam a prolongar a “vida útil” dos hormônios e contribuem para um envelhecimento mais saudável.
Viver mais, mas principalmente viver melhor
Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, que hoje gira em torno de 76 anos, a especialista destaca que a grande meta da medicina atual é garantir qualidade de vida ao longo dos anos.

“A mulher moderna quer envelhecer com autonomia, energia, foco e saúde mental preservada. A longevidade saudável depende de informação, acompanhamento médico e escolhas feitas no momento certo”, conclui.
Dra. Vanessa Cairolli é ginecologista formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, com residência na Maternidade Leonor Mendes de Barros, a médica possui especializações em Nutrologia (ABRAN), Medicina Estética (ASIME), Medicina Ortomolecular e Longevidade Saudável. Sócia-fundadora da Clínica Vanessa Cairolli, coordena uma equipe multidisciplinar dedicada ao cuidado integral da saúde feminina.
Fonte: Dra. Vanessa Cairolli | @dra.vanessacairolli







