A hipnose é uma ferramenta terapêutica que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Segundo uma pesquisa da Omni Brasil, cerca de 119 mil brasileiros já buscaram tratamentos complementares por meio da hipnoterapia, o que reflete um crescente reconhecimento da técnica. No entanto, muitos ainda confundem sua aplicação clínica com o que se vê em shows de palco.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a psicóloga e hipnoterapeuta Brunna Dolgosky explica o que é mito e o que é verdade sobre essa prática. Confira!
Afinal, a hipnose é apenas entretenimento?
Mito! A hipnose utilizada em espetáculos é bem diferente da hipnoterapia. “Nos shows, o objetivo é provocar reações rápidas e divertidas, enquanto na terapia, ela é aplicada com foco no autoconhecimento e no tratamento de traumas, fobias e transtornos emocionais”, explica Brunna.
Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?
Verdade! Segundo a especialista, qualquer pessoa pode entrar em transe hipnótico, desde que esteja disposta. “É um estado natural da mente, semelhante ao momento em que nos concentramos assistindo a um filme e nos emocionamos com a história. Algumas pessoas atingem esse estado mais facilmente, enquanto outras precisam de mais prática e relaxamento.”
Durante a hipnose, a pessoa perde o controle da própria mente?
Mito! Ao contrário do que muitos pensam, quem está em hipnose não fica inconsciente ou “sob o comando” do hipnoterapeuta. “A pessoa está mais consciente de si mesma e jamais faz algo contra sua vontade. O terapeuta apenas conduz o processo de maneira segura e respeitosa”, garante Brunna.
A hipnoterapia é eficaz no tratamento da ansiedade e outros transtornos?
Verdade! A hipnoterapia é amplamente utilizada no tratamento da ansiedade, depressão, traumas, compulsões e outras questões emocionais. “Ela atua diretamente na origem do sintoma, ajudando a ressignificar experiências passadas e promover mudanças profundas”, afirma a especialista.
Estar hipnotizado é o mesmo que estar dormindo?
Mito! Embora a hipnose induza um estado de relaxamento profundo, a mente continua ativa. “O paciente ouve tudo e se lembra da sessão do início ao fim. Se ele realmente dorme, isso significa que a hipnose não está ocorrendo”, esclarece Brunna.
A hipnoterapia só funciona se a pessoa acreditar?
Parcialmente verdade! Embora o envolvimento do paciente seja essencial, não é preciso ter uma crença inabalável na técnica para que ela funcione. “Muitos começam céticos, mas ao vivenciarem o processo, percebem os benefícios reais que ele proporciona”, explica a especialista.
É possível ficar preso em um transe hipnótico?
Mito! Não existe qualquer registro de pessoas que “ficaram presas” em hipnose. “O transe é um estado temporário e, a qualquer momento, a pessoa pode abrir os olhos e sair dele espontaneamente”, destaca Brunna.
A hipnose substitui tratamentos médicos e psicológicos?
Mito! A hipnoterapia é uma abordagem complementar e não deve substituir acompanhamentos médicos ou psicológicos. “Ela potencializa outros tratamentos, mas um profissional é fundamental para avaliar cada caso com responsabilidade”, conclui a especialista.
A hipnose é uma ferramenta terapêutica séria e eficaz, mas ainda envolta em diversos mitos. Neste 1º de abril, dia em que tantas inverdades são espalhadas, vale a pena buscar informações confiáveis sobre temas que despertam curiosidade. Agora que você já sabe o que é mito e o que é verdade sobre a hipnoterapia, que tal compartilhar esse conhecimento e ajudar a desmistificar o assunto?
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