Estamos tão acostumados com Stranger Things que nem parece verdade que a série acabou ! Sim, o maior sucesso da história da Netflix chegou ao fim no último dia 31/12.
Foram nove anos e 5 temporadas, com assinatura autoral bem marcada – nunca mais vamos esquecer os piscas piscas de Joyce ( Winona Ryder), os terríveis Dermogorgons, bem como os sons dos sintetizadores presentes na música de abertura!
Longa e emocionante
Apesar de longo e com alguns diálogos muito dramáticos, que poderiam ter sido evitados, a temporada final conseguiu encerrar um ciclo com emoção e delicadeza, sem deixar grandes pontas soltas.
Mesmo que a inclusão de um novo elemento ( a força que controla o Vecna) nos 45 segundos do último tempo tenha deixado algumas dúvidas, o restante da série convence.
Sobre o mundo invertido, há outras produções que também exploram a ideia de dobra no tempo e teorias sobre os buracos de minhoca, como “Dark” e “Interestelar”. Da mesma forma como “Stranger Things”, essas produções também parecem não fazer nenhum sentido em algum momento, mas , todas elas se sobressaem e terminam boas e convincentes.
Já o desfecho da personagem Eleven ( Millie Bobby Brown) dá o tom final da trama. É neste momento que percebemos que “Stranger Things” será sempre linda, porém, melancólica. Que os amores nem sempre serão vividos e que os amigos nem sempre estarão conosco. Também que a infância não dura para sempre.
Stranger Things já é um clássico da cultura pop, e se encerra com um sentimento glorioso de vitória, não somente sobre o Vecna e seus perigos, mais sobre os anos: foram quase uma década com um elenco fixo que se tornou mundialmente famoso e cresceu na frente das telas. O que poderia ter cansado o público ou esfriado os ânimos.
Porém, nesse tempo todo, a vitalidade se manteve e nós enquanto público só temos a agradecer!








