Vivendo um dos momentos mais consistentes, maduros e comentados de sua trajetória, MC Roger, também conhecido pelo apelido de Bruxo, atravessa uma fase de consolidação artística que vai muito além dos números. Com forte conexão com o público, presença constante nas plataformas digitais e novos caminhos no audiovisual, o cantor celebra uma etapa marcada por expansão, sensibilidade e novos desafios — incluindo sua estreia no cinema no longa Funk, protagonizado por Duda Santos.
Reconhecido por traduzir sentimentos reais em música, MC Roger soma atualmente cerca de 7 milhões de ouvintes mensais no Spotify, com faixas que figuram entre os grandes sucessos do funk nacional. Hits como Tô na Brasília com o Zigão, que ultrapassa 60 milhões de streams, Trilogia 150, com mais de 53 milhões, e Sem Sentimento, que já passa dos 17 milhões de plays apenas na plataforma, confirmam a força de sua presença digital.
No YouTube, o impacto se repete. O clipe oficial de Sem Sentimento já ultrapassou 20 milhões de visualizações, reforçando o alcance do artista também no audiovisual e nas redes sociais.
Mas, para MC Roger, os números só ganharam real significado quando ultrapassaram as estatísticas e chegaram às ruas. “Eu percebi que estava vivendo um novo momento quando comecei a escutar minhas músicas nas ruas. Onde eu passava, tinha alguém ouvindo alguma música minha. A rua me dizia que as coisas estavam acontecendo”, relembra o artista.
Outro capítulo marcante dessa fase é a nova viralização da música Escondidinho, lançada originalmente em 2018. A faixa ganhou um remix em ritmo de brega funk, impulsionado especialmente pelo público do Nordeste, e voltou com força total às redes sociais, ultrapassando 100 mil vídeos criados, com crescimento orgânico diário e alcance expressivo.
Conhecido por letras que dialogam com emoções, escolhas e vulnerabilidades, MC Roger acredita que sua missão artística sempre foi dar voz a experiências comuns, muitas vezes silenciadas. “A intenção é falar o que muita gente sente e passa e, ao mesmo tempo, dar voz a essas pessoas através da música”, afirma.
Em um cenário onde o lado emocional masculino ainda é pouco explorado, o cantor vê sua obra como uma forma de romper padrões. “A maioria das minhas músicas fala sobre relacionamento e situações que todos nós já passamos. Procuro passar a mensagem tanto da mulher quanto do homem, e assim consigo atingir todos os públicos”, explica.
Essa proposta se evidencia ainda mais em O problema sou eu, parceria com Bárbara Labres e Menor DJ, que chama atenção por assumir a responsabilidade emocional e inverter narrativas tradicionais do gênero. “Quando estávamos compondo, esse tema veio porque todos nós estávamos passando por algo parecido. Ali eu senti que essa música seria especial”, conta.
Paralelamente ao sucesso musical, MC Roger dá passos importantes no cinema. No filme Funk, dirigido por Aly Muritiba, o artista integra o universo de uma narrativa que mergulha nos bastidores do gênero musical. No longa, Duda Santos interpreta Sabrina, uma jovem moradora de comunidade no Rio de Janeiro que sonha em alcançar o sucesso como cantora de funk, conduzindo uma história sobre desafios, sonhos e possibilidades de ascensão social por meio da arte.
Com filmagens já encerradas e estreia prevista para 2026, o elenco ainda conta com nomes como a rapper Lellê, que interpreta uma empresária musical, e o cantor Kibba.
Apesar do crescimento acelerado, MC Roger mantém os pés no chão. “Tudo depende de trabalho firme. Quando você entende que tudo vem do que planta, fica mais fácil”, reflete.
Fora dos palcos e estúdios, um lado ainda pouco conhecido do público é sua espiritualidade. O artista revela ser candomblecista e manter uma relação ativa e profunda com sua fé, que considera fundamental em sua caminhada pessoal e profissional.
Inspirado por suas vivências, pelas histórias do público e pelo retorno que recebe diariamente — seja em números, mensagens ou reconhecimento —, o Bruxo segue criando. “Toda boa história precisa ser contada. No meu caso, cantada”, resume.
Com novos projetos em andamento e sonhos bem definidos, MC Roger finaliza com a certeza de que sua trajetória ainda está longe do auge: “A música segue sendo o carro-chefe, mas a atuação também faz parte dos meus planos. Ainda tem muita coisa boa pra acontecer.”








