Criar um espetáculo vai muito além do que acontece no palco. Antes da primeira luz acender, existe um processo profundo de concepção, escolhas estéticas e decisões narrativas que definem a experiência do público. É esse território criativo que move o trabalho de André Gress, diretor criativo com trajetória marcada pela interseção entre teatro musical, música e audiovisual.
Esse processo é o ponto de partida do documentário Nos Bastidores da Fantasia – A Criação por Trás da Experiência, dirigido pela Videorama. O filme acompanha o método de criação de Gress e revela como ideias se transformam em experiências ao vivo de grande escala, acompanhando desde os conceitos iniciais até a execução final diante do público.
Ao longo do documentário, André Gress compartilha sua visão sobre a construção de espetáculos contemporâneos, em que narrativa, identidade artística e emoção caminham juntas. O filme utiliza o espetáculo Aviões Fantasy 2025, protagonizado por Xand Avião, como recorte para observar esse processo criativo — sempre a partir das decisões, riscos e caminhos adotados pelo diretor criativo.
Com uma carreira consolidada, André Gress assina a direção de montagens como Avenida Q – O Musical da Broadway (2015/2016), A Hora da Estrela – O Musical (2017), Godspell – O Musical da Broadway (2018) e RENT – O Musical da Broadway (2019). Também esteve à frente do musical infantil Paxuá e Paramim e o Novo Planeta Azulinho (2022), idealizado por Carlinhos Brown, além da superprodução ILLUMINARE (2022), que contou com a participação do Ballet Bolshoi em Joinville. Em 2022 e 2023, foi o diretor brasileiro responsável por Patrulha Canina – O Musical (Paw Patrol Live).
No documentário, Gress reflete sobre a importância da experiência emocional como eixo central da criação artística.
“Existe um movimento muito forte na indústria internacional do entretenimento de criação de shows como experiências. Mesmo que essa palavra esteja desgastada, o princípio por trás dela continua absolutamente atual”, afirma.
Para o diretor criativo, o espetáculo só se completa quando gera conexão real com o público.
“A verdadeira experiência nasce quando o espetáculo cria memória afetiva. E memória afetiva só se constrói através da emoção.”
Segundo Gress, emocionar pode assumir diferentes formas.
“Pode ser euforia, surpresa, nostalgia, impacto ou identificação. O importante é provocar algo verdadeiro.”
O filme também destaca o rigor por trás de cada decisão artística.
“Nada acontece por acaso. Cada momento do show é pensado para gerar uma sensação específica: posicionar um artista, transformar uma imagem, resgatar uma história ou criar um novo vínculo emocional com o público”, conclui.








