O Carnaval de São Paulo começa muito antes do primeiro desfile cruzar a avenida. Nos bastidores do Sambódromo do Anhembi, há 26 anos, uma mulher coordena nomes, agendas e expectativas com a precisão de quem entende que a folia também é feita de estratégia. À frente da lista VIP do Camarote Bar Brahma, Fattima Amaral se tornou uma das figuras mais influentes da temporada carnavalesca paulistana.
Responsável por organizar a seleta lista de convidados do espaço mais disputado da festa, ela enfrenta, ano após ano, um verdadeiro turbilhão de mensagens e ligações. “É um esforço hercúleo responder a todos”, admite, destacando que, à medida que o Carnaval se aproxima, a procura se multiplica exponencialmente. Em 2026, o ritmo intenso se repete — e ela encara o desafio com o mesmo entusiasmo que a consagrou.
O Camarote Bar Brahma carrega o nome do tradicional bar localizado na icônica esquina das avenidas Ipiranga e São João — endereço eternizado na canção “Sampa”, de Caetano Veloso. Essa conexão com a história cultural da cidade reforça o simbolismo do espaço, que se consolidou como ponto de encontro de artistas, atletas, empresários e formadores de opinião durante a folia.

Para Fattima, o segredo do sucesso está na capacidade de traduzir o espírito do Carnaval brasileiro: a mistura. Em um mundo cada vez mais segmentado, ela aposta em uma curadoria plural, reunindo diferentes perfis e trajetórias para criar um ambiente que dialogue com públicos diversos.
Entre os convidados deste ano estão atrizes como Maria Casadevall, Ellen Roche, Nany People e Gretchen; jogadores como Amaral e Diego Lugano; além de um nome de peso internacional: o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti.
A trajetória ao longo de mais de duas décadas também inclui presenças marcantes como Ronaldo, a influenciadora norte-americana Blac Chyna, os atores Mateus Solano, Vanessa Giácomo, Claudia Raia e Reynaldo Gianecchini, além de artistas como Zeca Pagodinho, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Frank Aguiar e Pepeu Gomes.
Mais do que organizar nomes em uma lista, Fattima construiu uma assinatura. Ela mesma define sua essência como a arte de misturar. “Misturar é a minha marca. Eu misturo muito e faço, realmente, o Carnaval. Trago cantores, atores, influenciadores, madrinhas e rainhas de bateria, empresários, jornalistas, nomes internacionais, entre outras personalidades. Faço isso há 26 anos com muita alegria. É justamente essa mescla que deixa a festa ainda mais bonita”, afirma.
Em um cenário onde visibilidade é capital e presença é símbolo de prestígio, ela se mantém como guardiã de um dos acessos mais cobiçados do Carnaval paulista. E, enquanto os holofotes brilham na avenida, é nos bastidores que sua atuação confirma que, no Brasil, festa também é curadoria — e mistura é sinônimo de sucesso.








