Olá a todos! Você já parou para pensar em como o olfato é importante no dia a dia? Ele nos ajuda a sentir o aroma dos alimentos, identificar cheiros perigosos, como fumaça ou gás, e até apreciar perfumes e lembranças afetivas. No entanto, algumas pessoas podem experimentar uma redução ou perda completa do olfato, o que impacta muito a qualidade de vida.
Mas, afinal, por que isso acontece? Será que tem tratamento? No artigo de hoje, explico as principais causas da perda de olfato (anosmia) e as formas de tratamento disponíveis.
O Que é Perda de Olfato?
A anosmia é a perda total do olfato, enquanto a hiposmia é a diminuição da capacidade de sentir cheiros. Em alguns casos, a perda pode ser temporária, mas em outros, pode ser persistente ou até permanente. Dependendo da causa, a perda de olfato pode vir acompanhada de outras alterações, como a diminuição do paladar, já que olfato e gosto estão intimamente ligados.
A perda de olfato pode ter várias origens, desde problemas simples, como gripes e resfriados, até condições mais sérias. Em geral, ela ocorre por dois mecanismos principais: inflamação que impede os aromas de chegarem ao nervo olfatório, ou lesão direta nesse nervo. Veja alguns exemplos:
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Infecções Respiratórias (Resfriados, Gripes e Covid-19): Vírus respiratórios podem inflamar a mucosa nasal, bloqueando a passagem dos cheiros até os receptores olfativos. Alguns, como o da Covid-19, podem ainda causar lesão direta no nervo olfatório.
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Rinite e Sinusite: A inflamação causada por alergias (rinite) ou infecções nos seios da face (sinusite) pode obstruir a passagem dos odores.
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Pólipos Nasais: Pequenos crescimentos dentro do nariz que podem bloquear a passagem do ar e dos odores.
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Desvio de Septo Nasal: Um septo muito torto pode dificultar a circulação do ar e afetar a percepção dos cheiros.
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Exposição a Substâncias Tóxicas: Fumo, produtos químicos e até medicamentos podem danificar as células olfativas.
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Lesões na Cabeça: Traumas podem afetar diretamente o nervo olfatório, levando à perda de olfato.
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Doenças Neurológicas: Alzheimer e Parkinson, por exemplo, podem afetar os centros cerebrais ligados ao olfato. Nestes casos, a perda pode ser um sinal precoce da doença.
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Envelhecimento: Com o tempo, as células olfativas se desgastam, reduzindo gradualmente a capacidade de sentir cheiros.
Como Tratar a Perda de Olfato?
O tratamento depende da causa. Algumas opções incluem:
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Tratamento de Infecções e Alergias: Se a perda for causada por resfriado, gripe ou Covid-19, ela costuma melhorar sozinha. Casos de rinite e sinusite podem se beneficiar de antialérgicos, corticosteroides nasais ou lavagens com soro fisiológico.
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Cirurgia para Pólipos ou Desvio de Septo: Procedimentos cirúrgicos podem ser necessários para desobstruir as vias aéreas.
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Reabilitação Olfativa (Treinamento Olfativo): Técnica que envolve cheirar fragrâncias específicas (como cravo, café, limão e eucalipto) diariamente, por alguns minutos, estimulando a recuperação do nervo olfatório.
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Tratamento de Doenças Neurológicas: No caso de Alzheimer ou Parkinson, o foco é retardar a progressão da doença, pois a perda de olfato tende a ser permanente.
Se a perda de olfato durar mais de duas semanas ou vier acompanhada de sintomas como tontura, dores de cabeça fortes ou perda de memória, é fundamental procurar um médico otorrinolaringologista para investigar a causa e orientar o tratamento.
A perda de olfato pode ser temporária ou persistente, dependendo da causa. A boa notícia é que, em muitos casos, é possível recuperá-lo com o tratamento adequado. Não ignore esse sinal do seu corpo. Procure um especialista!