Em um mundo hiperconectado, em que notificações surgem a todo instante e imagens impactantes circulam sem filtro pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, proteger a saúde emocional de crianças e adolescentes tornou-se um desafio constante para pais e responsáveis.
Tragédias, violências de todos os tipos, crises econômicas e conflitos internacionais ganham espaço nas telas e, muitas vezes, chegam aos pequenos sem qualquer mediação. E diante desse cenário, surge uma pergunta essencial para famílias: como informar sem expor, acolher sem alarmar e educar sem causar medo?

Maria Eduarda Schwab, que é mãe de Virgínia, de seis anos, conta que sente a necessidade de ser sincera com a filha, mostrando que, sim, o mundo não é perfeito e que existem guerras e pessoas que podem fazer mal. Entretanto, sempre a forma e a profundidade da conversa de acordo com a idade e maturidade dela. “Explico de maneira simples, sem detalhes desnecessários ou imagens que possam assustar, focando mais na ideia de cuidado, proteção e empatia. Falo que há conflitos em alguns lugares, que nem todas as pessoas fazem escolhas boas, mas que também existem muitas pessoas legais e que também fazem parte do mundo que vivemos. Acho importante que ela cresça consciente, e saber que o mundo tem desafios faz parte do processo”.
Mãe de Rafael, de 10 anos, Priscilla Silvestre avalia que, embora ele tenha maturidade para lidar com a maioria dos acontecimentos, não precisa saber a fundo o que acontece sobre tudo. “Eu acho importante responder aos questionamentos de forma explicativa, para que não aguce a vontade dele de saber mais em outros lugares. E sempre deixo aberta essa possibilidade de ele perguntar, para que recorra a mim para saber das coisas e comentar sobre o que ele ouve por aí. Não é só pela internet que precisa haver essa ronda, mas os próprios colegas da escola trazem assuntos mais pesados. Por isso deixo esse diálogo em aberto, para que ele tenha confiança de me trazer esses assuntos e eu ficar por dentro do que ele sabe. Tento explicar da forma mais natural possível, podando sensacionalismos ou detalhes que não irão agregar, mas que considero desnecessários. É um trabalho de ensinar sem chocar”.
Para Michele Silveira, que é Psicóloga, Escritora, Logoterapeuta e especialista em Saúde Mental, notícias de violência, guerras ou tragédias atingem diretamente o sistema emocional de crianças e adolescentes porque eles ainda estão em fase de maturação neurológica, especialmente nas áreas responsáveis por regulação emocional, percepção de risco e elaboração simbólica. “O impacto mais comum é o aumento de ansiedade, medo difuso, sensação de insegurança e, em alguns casos, uma visão de mundo ameaçadora. A criança passa a sentir que o perigo é constante e próximo, mesmo quando não é. No adolescente, isso pode se traduzir em angústia existencial, desesperança, irritabilidade ou dessensibilização, quando ele passa a “não sentir mais nada” como forma de defesa”.
Já Luiza Destefani Alves, que é Pedagoga e Especialista em aprendizagem, explica que o cérebro da criança ainda está em desenvolvimento, sobretudo o córtex pré-frontal, que é o que regula as emoções e o senso crítico. “De um modo geral, a percepção de ameaça ao ambiente em que se vive traz prejuízo à sensação de segurança. Então, quando vemos uma criança ou adolescente afetados com alguma notícia negativa, não se trata apenas de sensibilidade, precisamos lembrar que estão em desenvolvimento e não têm ainda subsídios para lidar internamente com o que sentem. A mediação dos adultos de referência é fundamental para que as notícias possam trazer a realidade sem causar traumas ou medos exacerbados. Enquanto adultos precisamos auxiliar no processo de racionalização do que é percebido”.
Para falar mais sobre o tema, na coluna dessa semana vamos abordar caminhos práticos e responsáveis para ajudar famílias a lidarem com esse desafio contemporâneo.
Não é apenas “blindar”
A infância e a adolescência são fases marcadas por intensa construção emocional e cognitiva. Nesses períodos, o cérebro ainda está em desenvolvimento e a capacidade de compreender a complexidade dos fatos é limitada. E notícias negativas, quando consumidas de forma excessiva ou sem explicação adequada, podem gerar ansiedade, insegurança, alterações no sono e até mudanças de comportamento. Por isso, mais do que simplesmente “blindar”, é fundamental que os pais atuem como filtros conscientes, adaptando a linguagem, o conteúdo e o momento das conversas.
Michele explica que blindar não é esconder a realidade, mas proteger o excesso. “Expor uma criança ou um adolescente a um fluxo constante de notícias violentas não forma consciência, forma sobrecarga emocional. O equilíbrio está em oferecer informações mediadas, contextualizadas e adequadas à idade, sem imagens gráficas, sem repetição excessiva e, principalmente, com espaço para diálogo e elaboração emocional”, esclarece. E isso é exatamente o que Maria Eduarda faz. “Gosto da ideia de deixar as informações à disposição. Por exemplo, há um ano voltei a assinar jornal impresso e costumo ler perto dela. Ela vê as fotos, as ilustrações, faz perguntas e demonstra curiosidade. Nessa hora, deixo que ela conduza a conversa e explico o que está acontecendo no mundo dentro das possibilidades dela de entender. Se aparece uma notícia sobre uma enchente, explico que choveu muito em determinada cidade, que algumas pessoas precisaram sair de casa por segurança e que existem equipes trabalhando para ajudar. Não entro em detalhes que possam gerar medo desnecessário, mas também não finjo que o problema não existe. A ideia é contextualizar, mostrar que situações difíceis acontecem, mas que há pessoas se mobilizando para resolver. Acredito que assim ela aprende a se informar com senso crítico, sem crescer com a sensação de que o mundo é apenas um lugar assustador”, avalia.
Mas mesmo com todo cuidado na hora de informar sobre alguns acontecimentos, muitas vezes a informação pode chegar sem o filtro dos pais e responsáveis. E é preciso ficar atento a alguns sinais que indicam o impacto negativo que uma determinada notícia teve. “Quietude repentina, mudança de comportamento no geral, necessidades fisiológicas com alterações, pesadelos, negar-se a frequentar algum local ou conviver com alguém, baixo rendimento escolar, são alguns exemplos. Todo e qualquer adulto que convive com a criança e o adolescente precisa estar atento aos sinais. Em crianças, podemos brincar junto e há possibilidade de que ela aborde de maneira indireta como se sente a respeito, abrindo margem para que o adulto aja de maneira acolhedora. Para os adolescentes, uma conversa franca pode funcionar. Cada indivíduo é único e nem toda abordagem funciona bem para todos. Em qualquer caso e faixa etária, o adulto não deve titubear em procurar ajuda especializada caso perceba que suas ações não surtem efeito”, diz Destefani Alves.
É preciso lembrar, ainda, que com a maioria das crianças e adolescentes com celulares nas mãos, impedir que tenham acesso a tudo é quase impossível. E, então, fica a pergunta: conversar sobre como algumas notícias podem ser danosas é uma boa forma de “convencer” os filhos a se blindarem? Para Luiza, tudo depende do modo que se escolhe abordar a notícia. “Todo assunto é viável, desde que o adulto medie e traga para a linguagem apropriada. Reafirmo isso, pois sabemos que vez ou outra o acesso às notícias é inevitável. Pode ser que em casa a família tenha regras de limitação, mas em outros espaços podem ter acesso por alguém que comente, por exemplo”. Na casa de Priscilla, por exemplo, embora use o controle parental, na idade que o filho está, os controles mais rígidos já começam a atrapalhar, porque acabam oferecendo um conteúdo de primeira infância. “Eu não o deixo 100% sozinho, já que ele pode muito bem aprender a driblar esses controles. E me deixo à disposição para ele perguntar o que ele tiver curiosidade, para que ele tenha essa abertura de perguntar para mim e não para pessoas que eu não saiba quem são”, diz. E continua: “Outro dia pedi que desligasse o que estava vendo e que a gente conversasse sobre o caso da Suzane Von Richthofen, que eu vi que estava pesquisando sobre o assunto na época do lançamento da série “Tremembé”. Sentei-me com ele, contei sobre o caso e fui explicando os erros de cada um dos envolvidos de acordo com o que ia contando. Acho importante dar esse parâmetro de certo ou errado, mesmo sabendo que já tenha uma idade para criar as próprias conclusões, porque ele ainda precisa de supervisão e de orientação. Se muitos adultos ainda não apresentam maturidade para isso, não será uma criança que terá. Até mostrei o começo do capítulo desse seriado que contava a história dela, sem que ele visse o seriado todo, porque aí seria pesado”.
Outro ponto importante a ser dito é sobre a chamada “educação midiática crítica”, que, basicamente, pretende ensinar as pessoas a questionarem as fontes do que consomem e identificarem fake news, especialmente diante da quantidade de veículos de informação que existem atualmente. “Para os adolescentes, esse “letramento midiático” ajuda, inclusive, a diminuir a ansiedade frente a notícias ruins”, lembra Luiza.
O papel das escolas
Parte importante da vida de crianças e adolescentes, a escola assume um papel que vai além do ensino formal, tornando -se um espaço de mediação, acolhimento e orientação, ajudando a filtrar informações, elaborar fatos e proteger emocionalmente seus alunos, mas sem ignorar a realidade.
Para Sabrina Torres, psicóloga escolar do Colégio Pensi, em um contexto em que notícias negativas dominam os noticiários e as redes sociais, é fundamental que a escola esteja atenta à forma como essas informações são apresentadas. “Crianças e adolescentes ainda estão desenvolvendo seu repertório emocional e, por isso, necessitam de mediação para lidar com situações complexas. Contextualizar os fatos e adaptar o conteúdo à faixa etária, utilizando explicações claras e objetivas, evita o sensacionalismo e favorece a compreensão adequada dos acontecimentos. Além disso, promover discussões que estimulem o pensamento crítico e a busca por possíveis caminhos de enfrentamento contribui para transformar a informação em aprendizado. A mediação qualificada do adulto possibilita reflexões mais estruturadas e emocionalmente seguras”.
Já Adelir Marinho, que é Doutora em Educação e pesquisadora da Infância, pontua que a partir da compreensão de seu papel social, a escola deve atuar enquanto mediadora da informação. “O que isso significa? Significa filtrar, contextualizar e traduzir os fatos de acordo com a faixa etária, ou seja, entender que crianças pequenas ainda não possuem maturidade emocional e cognitiva para compreender a complexidade de temas como guerras, tragédias ou violência urbana”, diz. Ela comenta, ainda, que é importante que professores e a escola saibam, como um todo, que quando as crianças são expostas a assuntos que tratam de informações de noticiários, sem mediação, podem desenvolver medo difuso, ansiedade e sensação de insegurança constante. “O equilíbrio está em priorizar informações educativas e formativas, não sensacionalistas; trabalhar fatos a partir de valores como solidariedade, empatia, solidariedade e cidadania; evitar exposição repetitiva a imagens fortes ou narrativas alarmistas; e garantir que a informação venha acompanhada de espaço para diálogo. A informação deve vir acompanhada de responsabilidade emocional”, comenta.
Mas, e quando uma notícia impactante ganha grande repercussão, como a escola deve conduzir as conversas? Para Adelir, quando os alunos já estão comentando o assunto, o silêncio não é uma boa estratégia, e ignorar pode gerar interpretações equivocadas. E, nesse sentido, o ideal é que a equipe escolar considere escutar primeiro, antes de explicar; identificar o que os alunos já sabem (ou acham que sabem); corrigir informações falsas com serenidade; validar sentimentos (“é normal sentir medo ou tristeza”); e reforçar a sensação de segurança. “É importante que o professor entenda que ele, assim como toda equipe escolar, não precisa ter todas as respostas, mas precisam oferecer estabilidade emocional. Isso é um aspecto que revela alinhamento entre todos da equipe escolar, para que compartilhem critérios comuns sobre como abordar determinados temas. O tom da condução das conversas faz toda a diferença: clareza, calma e acolhimento reduzem o pânico”, enfatiza. Para Sabrina, é fundamental abrir um espaço estruturado de escuta. “Os alunos precisam ter a oportunidade de expressar dúvidas e sentimentos em um ambiente acolhedor e seguro. Esse espaço não deve assumir um caráter acusatório ou polarizado, mas sim favorecer a validação emocional e a reflexão crítica. Também é essencial verificar a veracidade das informações, corrigindo possíveis equívocos e evitando a propagação de conteúdos sensacionalistas. Dessa forma, a escola contribui para reduzir ansiedade coletiva e promover uma compreensão mais equilibrada dos fatos”, avalia.
Casos de repercussão nacional, como o “Orelha”
É impossível falar sobre esse assunto sem lembrar do caso que chocou todo o Brasil já no início desse ano: a morte do cachorro Orelha. O acontecimento tomou conta de todos os noticiários e redes sociais e acendeu um debate importante sobre a criminalização dos maus tratos aos animais. Mas, mais que isso, causou indignação de indivíduos de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes.
Diante de tamanha comoção, especialmente para aqueles famílias que têm animais e os enxergam como membros da família, perguntamos às mães que participaram dessa matéria como conduziram o assunto com seus filhos.
“Eu procuro primeiro entender exatamente o que minha filha já sabe e como ela recebeu aquela informação. Muitas vezes, as crianças captam pedaços da história, um comentário na escola, uma imagem, uma frase solta de um adulto, e completam o resto com a imaginação. No caso do cachorrinho Orelha, por exemplo, eu conduziria a conversa com muita sensibilidade, explicando o que aconteceu de forma simples e sem detalhes que possam assustar. E ia tentar entender, também, o que ela sente sobre a situação. Muitas vezes essas pautas podem ser interessantes para ajudarmos a construir senso de pertencimento, responsabilidade, empatia, e até mesmo para as crianças entenderem o que sentem, desde pequenos”, comenta Maria Eduarda.
Já Priscilla conta que, quando o assunto é delicado como esse, ela senta com ele e pergunta o que acha daquilo, para ter um ponto de partida na conversa. “Esse foi um assunto que ele trouxe para a casa, mas juntamente ele trouxe indignação, até porque ele adora os animais. E eu fui respondendo às questões, deixando que ele expusesse o que sabia e o que achava sobre o assunto. Muitas vezes, não dá para evitar esses impactos emocionais, porque a criança já chega em casa sabendo do assunto pelos coleguinhas ou algo que foi dito na escola. Ele começou a contar e ficou realmente revoltado e eu fui deixando que ele falasse, para que ele compartilhasse aquele sentimento. E fui fazendo com que ele refletisse, mostrando que embora tenha sido muito chocante, pessoas boas estão se mobilizando para que os animais sejam mais protegidos e que o caso do Orelha não fique impune”.
Direto ao ponto
A seguir, Luiza Destefani Alves, Michele Silveira, Sabrina Torres e Adelir Marinho trarão orientações para que a informação seja aliada do desenvolvimento, e não uma ameaça à saúde emocional de crianças e adolescentes.
Aventuras Maternas – Existe uma diferença na maneira como crianças pequenas e adolescentes processam esse tipo de informação? O que os pais precisam entender sobre cada fase?
Luiza Destefani Alves – Sim, existe muita diferença. Vamos colocar brevemente, pois é um tema extenso. Ambos estão em processos distintos do desenvolvimento. As crianças pequenas, vamos entender que são aquelas tem têm até 6 anos de idade, ainda vivem o processo de superação do egocentrismo e da fantasia. Vivem em percepção do mundo pensando a partir delas mesmas, ainda não conseguem projetar com densidade a vivência do outro. E têm na fantasia um aporte para um mundo de possibilidades, ainda não separam o que é realidade do que é fantasia. Assim, a notícia ruim faz com que ela se ponha nessa situação e sofra pensando que irá acontecer consigo mesma. Entre 7 e 12 anos, passa a iniciar o processo de compreensão da realidade “não-vivida”, mas ainda assim precisa de auxílio para interpretar as causas da situação, as quais trazem elementos lhes mostram que não está nas mesmas condições do ocorrido. Já para os adolescentes (de 12 a 18 anos), iniciam o processo de racionalização e empatia propriamente dita. Isto quer dizer que compreendem que tal situação ocorreu longe de si e em outras condições que não é a que eles vivem, mas buscam aspectos de sua vida que possam se assemelhar com a situação. Têm um senso se justiça extremo de acordo com a lente que lhes é possível enxergar e interpretar a notícia, ainda estão aprendendo a ponderar. Mas é bem importante lembrar que ainda não são adultos, precisam de apoio, sobretudo emocional.
Aventuras Maternas – Na prática, como filtrar ou contextualizar notícias difíceis?
Michele Silveira – Alguns pontos são fundamentais. Evite exposição repetitiva ao mesmo tema; não assista ou leia notícias violentas na frente de crianças pequenas; traduza a informação em linguagem simples e realista, sem dramatização; reforce a segurança emocional, com frases como “isso não está acontecendo aqui”, “existem adultos cuidando”; sempre abra espaço para perguntas e sentimentos, sem minimizar nem alarmar. Formar filhos conscientes não é expô-los ao sofrimento do mundo cruamente, mas ajudá-los a pensar, sentir e elaborar o que acontece.
Aventuras Maternas – Conversar sobre por que algumas notícias são danosas ajuda a “convencer” os filhos a se protegerem?
Luiza Destefani Alves – Para crianças: não deixar TV de notícias ligada continuamente, limitar o acesso à internet, responder com cautela apenas o que perguntarem, usar linguagem concreta e reafirmar segurança, acolhimento e presença. Para adolescentes: perguntar o que já sabem (conhecimento prévio), validar emoções, oferecer dados equilibrados com boas fontes e conversar sobre as ações resolutivas que já estão sendo encaminhadas para a situação.
Aventuras Maternas – Quais estratégias pedagógicas as escolas podem adotar para abordar temas sensíveis da atualidade em sala de aula de maneira responsável, respeitando a faixa etária e o nível de maturidade dos alunos?
Sabrina Torres – Temas sensíveis devem ser trabalhados a partir de um planejamento intencional, com objetivos pedagógicos claros para os alunos. Para isso, a equipe pedagógica precisa realizar uma curadoria prévia dos conteúdos e adequá-los ao nível de desenvolvimento e maturidade de cada faixa etária.
Estratégias como análise crítica de informações, rodas de conversa mediadas e debates estruturados favorecem o desenvolvimento cognitivo e ampliam a capacidade dos estudantes de compreender os temas de forma reflexiva. Essas práticas possibilitam que os alunos se apropriem dos conteúdos e elaborem posicionamentos fundamentados, evitando interpretações superficiais ou distorcidas.
Aventuras Maternas – Qual é o papel da parceria entre escola e família?
Adelir Marinho – É sempre muito importante o entendimento da interseccionalidade entre a escola e a família, e a compreensão do papel de cada uma dessas instituições no desenvolvimento das crianças e adolescentes, então identificar isso é entender que se escola e família não estiverem alinhadas, a criança pode receber mensagens contraditórias ou desproporcionais. A escola cabe a mediação, orientar os pais sobre como desenvolver diálogos produtivos com os filhos e criar canais de comunicação transparentes. A família compete controlar o excesso de exposição a noticiários, especialmente considerando a idade dos filhos, observar alterações emocionais, e usar de linguagem adequada. Quando escola e família se unem em um único propósito, a criança se sente segura. Informação sem proteção gera ansiedade. Informação mediada gera consciência.
Em tempo: “Vivemos em uma era de excesso de informação e pouca elaboração emocional. Crianças e adolescentes não precisam carregar o peso do mundo para se tornarem pessoas responsáveis.
Cuidar da saúde mental desde cedo é ensinar que nem tudo o que existe precisa ser visto, lido ou absorvido. Isso também é maturidade emocional”, conclui Michele Silveira.








