O home office, que se popularizou durante a pandemia de COVID-19, continua firme e forte em 2025. Prova disso é que as buscas por “trabalho remoto” e “home office” no Google dispararam em janeiro deste ano, mostrando que o interesse pela modalidade ainda está longe de acabar. E não é difícil entender o motivo: quem já experimentou trocar o trânsito por mais tempo com a família ou uma rotina mais tranquila, dificilmente quer abrir mão disso.
Uma pesquisa feita pela Deel em 2024 confirma essa tendência. Mais da metade dos trabalhadores que atuam presencialmente no Brasil gostaria de mudar para o modelo híbrido ou totalmente remoto. A possibilidade de trabalhar de casa, economizar tempo e ter mais autonomia pesa bastante na hora da escolha. Só que, apesar disso, muitas empresas estão revendo suas políticas e puxando o freio no home office.
O futuro do home office: vai acabar?
Nos últimos anos, vimos uma transformação nas formas de trabalhar. E embora muita gente prefira o modelo remoto, ele já não é mais o favorito de algumas empresas. Grandes corporações, como Amazon e JPMorgan, estão exigindo o retorno completo ao escritório. Para essas organizações, a troca de ideias no presencial e o contato direto com os colegas ainda são vistos como essenciais.
Aqui no Brasil, a pesquisa OrgBRtrends, da consultoria McKinsey, apontou que mais de 90% das empresas adotaram modelos híbridos logo após a pandemia. Mas esse número vem mudando: atualmente, 51% das companhias voltaram ao modelo totalmente presencial, enquanto 45% mantêm o formato híbrido. A quantidade de vagas 100% remotas está diminuindo, como também indicou um relatório do LinkedIn.
Home office ainda vale a pena?
Sim, e para muita gente, vale muito! O debate entre trabalho remoto e presencial está longe de chegar ao fim — e divide opiniões. De um lado, profissionais afirmam que o home office trouxe mais qualidade de vida e equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. De outro, líderes de grandes empresas, como Elon Musk, argumentam que a presença física é essencial para a criatividade e inovação.
Apesar disso, um levantamento da FIA Business School mostrou que a maioria dos profissionais acredita que a produtividade no trabalho remoto é igual ou até melhor do que no presencial. Ou seja, o modelo funciona bem — só precisa estar alinhado com o perfil da empresa e dos funcionários.
E o que vem por aí?
Ninguém sabe ao certo como será o futuro do trabalho, mas uma coisa é certa: ele está em constante transformação. Para a CEO da Remota, Sylvia Hartmann, as empresas tendem a se firmar em dois caminhos: ou 100% presenciais ou totalmente remotas. O importante, segundo ela, é encontrar um ponto de equilíbrio entre produtividade e bem-estar — algo que muitas empresas ainda estão buscando.
Enquanto isso, vale a pena ficar atenta às mudanças do mercado. A tecnologia avança, os modelos de trabalho evoluem e a busca por flexibilidade continua entre as prioridades dos trabalhadores. Afinal, mais do que um lugar para bater ponto, o trabalho ideal é aquele que cabe na vida da gente.
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