Mudar de carreira está entre as resoluções mais comuns no início do ano, e a confeitaria costuma aparecer como um dos desejos mais frequentes. A ideia de trabalhar com doces, bolos e criações autorais ganha força, especialmente entre quem busca mais autonomia e propósito no trabalho. Mas, para Beca Milano, o romantismo precisa vir acompanhado de método se a intenção for transformar esse desejo em sustento real ao longo de 2026.
Com trajetória construída entre a ciência e a cozinha, Beca costuma reforçar que viver da confeitaria exige mais do que talento ou gosto por receitas. O cenário atual, segundo ela, pede preparo técnico, organização financeira e clareza de objetivos desde o início.
A confeitaria como carreira, não como improviso
Formada em Farmácia e Bioquímica, Beca levou para a confeitaria uma visão analítica que moldou sua forma de trabalhar e ensinar. Para ela, compreender processos é tão importante quanto dominar sabores e acabamentos. “Antes de pensar em vender, é preciso entender o processo. Técnica dá segurança, reduz erros e ajuda o confeiteiro a crescer com consistência”, afirma.
Essa base técnica, segundo a chef, é o que diferencia quem encara a confeitaria como hobby de quem pretende transformá-la em profissão. Sem método, os erros se acumulam, os custos aumentam e a frustração aparece mais rápido do que os resultados.
Estudo contínuo e prática fazem diferença
Conhecida do grande público por participações em programas de televisão, como Bake Off Brasil e Fábrica de Casamentos, Beca sempre destacou que a exposição não substitui o estudo. A confeitaria profissional, explica, é construída no dia a dia, com treino constante e disposição para aprender.
“Confeitaria é estudo contínuo, prática e planejamento. Não existe resultado sem método”, diz. Para quem está começando, isso significa investir tempo em aprender técnicas básicas, entender por que uma receita funciona e desenvolver autonomia na cozinha, em vez de apenas repetir fórmulas prontas.
Pensar como negócio é parte do processo
Um dos pontos que Beca mais enfatiza em seus conteúdos e projetos educacionais é a necessidade de enxergar a confeitaria como um negócio. Saber calcular custos, precificar corretamente, escolher ingredientes de forma consciente e avaliar o próprio trabalho de maneira crítica são etapas essenciais para quem quer viver da área.
“Quem quer se profissionalizar precisa pensar além da receita. É preciso entender o negócio”, explica. Esse olhar mais estratégico se torna ainda mais importante em um mercado competitivo, no qual pequenos erros financeiros podem comprometer toda a operação.
Planejamento para 2026 começa agora
Para quem olha para 2026 como um ano de virada profissional, a chef recomenda começar pelo planejamento. Definir metas realistas, buscar formação adequada e estruturar uma rotina de estudos são passos fundamentais. A confeitaria, segundo ela, recompensa quem constrói a carreira com paciência e propósito, sem pular etapas.
Mais do que seguir tendências, o caminho está em criar uma base sólida, capaz de sustentar o crescimento ao longo do tempo e permitir que o confeiteiro evolua com segurança.
Resumo:
Beca Milano defende que viver da confeitaria em 2026 exige técnica, estudo contínuo e visão de negócio. Para a chef, talento é importante, mas só o planejamento, a organização financeira e o método permitem transformar a confeitaria em uma carreira sustentável.








