Grávida pela segunda vez, Ary Mirelle passou por uma cirurgia na última terça-feira (2). O procedimento realizado pela esposa de João Gomes foi a cerclagem uterina, que tem o objetivo de garantir a segurança do bebê e evitar um parto prematuro.
Ary Mirelle já havia feito o mesmo procedimento na primeira gestação. Na época, a intervenção foi essencial para garantir a chegada segura de Jorge, hoje com um ano. A influenciadora tranquilizou os seguidores nas redes sociais: “Cerclagem deu certo, Joaquim tá bem e seguro”, comemorou ela.
O que é cerclagem?
A cerclagem é um procedimento cirúrgico realizado para evitar o parto prematuro em gestantes com colo uterino curto ou incompetência istmocervical. Durante uma gestação normal, o colo do útero funciona como um suporte que sustenta o crescimento do órgão até o final da gravidez.
Segundo uliana Bagi, médica ginecologista e obstetra, a cerclagem é indicada quando o colo do útero é incapaz de manter-se fechado até o final da gestação, aumentando o risco de parto prematuro ou aborto espontâneo. “A cerclagem consiste em suturar o colo uterino para reforçá-lo, impedindo sua dilatação precoce”, explica.
No entanto, algumas mulheres têm um colo menor que o mínimo necessário, que é 2,5 centímetros. Essa condição pode causar a dilatação precoce do útero, resultando em parto prematuro ou até mesmo aborto. “É um procedimento cirúrgico que pode ser feito por via vaginal com pontos ao redor do colo em formato de ‘bolsa’, protegendo contra o encurtamento e dando maior sustentação à gestação”, explica a ginecologista e obstetra Natalia Castro.
O diagnóstico de colo curto é feito por meio de ultrassonografia transvaginal. Em casos mais graves, em que o colo já sofreu intervenções anteriores, a cerclagem pode ser feita por via laparoscópica abdominal. O ideal é realizar o procedimento até a 16ª semana de gestação, mas pode ser feito tardiamente, caso necessário.
Quais são os riscos da cerclagem?
Embora o procedimento seja considerado seguro, há riscos, especialmente se o colo uterino já estiver encurtado antes da cirurgia. Entre as complicações, podem ocorrer infecções, rompimento prematuro da bolsa e até lesões no colo do útero. Por isso, o acompanhamento pré-natal rigoroso é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê.
A ginecologista e obstetra Graziela Canheo destaca que a avaliação médica e a realização de exames adequados são indispensáveis antes da cirurgia. “Essas complicações são mais frequentes se o colo uterino já estiver curto, com menos de 2,5 centímetros”, pontua a médica.
A necessidade de repetir o procedimento em gestações subsequentes é comum em mulheres com histórico de incompetência cervical. “Cada gravidez é única, mas pacientes com essa condição frequentemente precisam da cerclagem em todas as gestações para garantir a segurança do bebê”, afirma Juliana.
Ela ressalta a importância do acompanhamento pré-natal rigoroso para identificar precocemente possíveis complicações: “O diagnóstico precoce da incompetência cervical é fundamental. Com monitoramento adequado, podemos intervir no momento certo e aumentar as chances de uma gestação saudável.”
Felizmente, Ary Mirelle e o pequeno Joaquim passam bem e seguem sob acompanhamento médico especializado. O casal compartilhou nas redes sociais que o procedimento foi bem-sucedido e que Joaquim, nome escolhido para o segundo filho, está seguro. Confira:
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