A atriz Monique Alfradique, 39 anos, revelou ter congelado os óvulos e ainda expressou o desejo de ser mãe. No ar como Tamires em ‘Êta Mundo Melhor’, a artista está solteira após terminar o namoro que mantinha com o empresário José Ermínio de Moraes.
Monique comentou, em entrevista ao gshow, que ser mãe faz parte de seus planos, mas que não existe pressa para isso. “Existe em mim o desejo da maternidade, mas é algo que encaro com muito afeto e responsabilidade. Ser madrinha e tia do meu sobrinho já me despertou um amor imenso. E encarei o processo de congelar os óvulos com muita tranquilidade, como uma forma de cuidado comigo e com o meu futuro”, explicou.
Durante a conversa, ela também contou não abre mão de cuidar do corpo e compartilhou quais cuidados segue para manter uma rotina de autocuidado e bem-estar. “Pratico hot yoga e busco uma alimentação equilibrada. E isso vai além da estética. É um compromisso com o meu bem-estar, com a minha energia e como encaro o dia a dia. Esse cuidado é um momento de conexão comigo, de escuta, de respeito aos meus limites e, também, de fortalecimento físico, emocional e mental”, destacou.
Além da novela das seis, a atriz também está no ar com a segunda temporada de ‘Crush Animal’, do Multishow.
Existe uma idade ideal para congelar os óvulos?
Segundo a médica ginecologista e especialista em Reprodução Humana Taciana Fontes, a idade em que o procedimento é realizado continua sendo decisiva para os resultados. “Do ponto de vista médico, o ideal é que o congelamento aconteça até os 35 anos, quando a qualidade e a quantidade dos óvulos ainda são significativamente melhores. Após essa fase, o procedimento segue possível, mas com taxas de sucesso progressivamente menores”, explica.

A grande quantidade de mulheres aderindo ao congelamento de óvulos, incluindo famosas como Paolla Oliveira e Nicole Bahls, reflete uma realidade comum de priorização de carreira, estabilidade emocional ou que ainda não encontraram o parceiro ideal.
Para Taciana, essa escolha não deve ser vista como adiamento irresponsável da maternidade, mas como planejamento consciente. “Congelar óvulos não significa adiar o sonho indefinidamente. Significa preservar uma chance real de engravidar no futuro, respeitando o tempo individual de cada mulher”, explica.
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Por que a idade faz tanta diferença
A especialista explica que a reserva ovariana diminui naturalmente ao longo da vida. A partir dos 37 anos, a queda na qualidade dos óvulos se torna mais acentuada e, após os 40, os impactos são ainda mais relevantes.
“O congelamento preserva o óvulo no estágio em que ele está no momento da coleta. Por isso, quanto mais jovem a mulher, maior a probabilidade de sucesso quando esses óvulos forem utilizados”, comenta Taciana
Taciana reforça que ainda existe um equívoco comum de que o congelamento deve ser considerado apenas perto dos 40 anos. “Na prática, muitas mulheres chegam tarde demais achando que ainda estão no melhor momento. Informação é fundamental para evitar frustrações futuras.”
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