O linfoma de Hodgkin voltou a chamar atenção recentemente após ser citado como a doença enfrentada pela influenciadora Isabel Veloso. Embora o nome ainda gere dúvidas, trata-se de um tipo de câncer conhecido pela boa resposta ao tratamento quando identificado nos estágios iniciais. Entender como ele surge, quais são os sinais de alerta e quais terapias estão disponíveis é fundamental para ampliar as chances de diagnóstico precoce.
O que é o linfoma de Hodgkin?
O linfoma de Hodgkin é um câncer que se origina no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo contra infecções. Ele afeta principalmente os linfócitos, um tipo de célula do sistema imunológico, e se diferencia de outros linfomas por características celulares específicas identificadas em exames laboratoriais.
De forma geral, os linfomas são divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. O primeiro é considerado mais raro e apresenta um comportamento clínico distinto, além de melhores taxas de resposta ao tratamento.
Quem é mais afetado?
O linfoma de Hodgkin atinge principalmente jovens entre 15 e 25 anos, com um segundo pico de incidência entre adultos de 50 a 60 anos. Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que mais de 3 mil novos casos da doença são diagnosticados por ano no Brasil.
Embora não exista uma causa única conhecida, fatores genéticos, alterações do sistema imunológico e infecções virais estão entre as hipóteses estudadas.
Sinais que merecem atenção
O sintoma mais comum é o aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos popularmente como ínguas, geralmente indolores e localizadas no pescoço, axilas ou virilha. Esses nódulos tendem a persistir e aumentar de tamanho ao longo do tempo.
Outros sinais frequentes incluem:
– Perda de peso sem causa aparente
– Fadiga persistente
– Febre prolongada ou recorrente
– Suor noturno excessivo
– Coceira no corpo sem lesões aparentes
– Dor abdominal
Em quadros mais avançados, a doença pode atingir órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e até o sistema nervoso central.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem e, principalmente, pela biópsia do linfonodo afetado. A confirmação precoce é considerada decisiva para o sucesso do tratamento.
Segundo Mariana Oliveira, oncohematologista da Oncoclínicas, o conhecimento da população é um fator-chave. “Apesar de não existir prevenção específica, o linfoma de Hodgkin tem alto potencial de cura. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso terapêutico”, afirma.
Como é feito o tratamento?
O tratamento do linfoma de Hodgkin varia conforme o estágio da doença, a idade do paciente e a presença de outros fatores clínicos. Em geral, envolve quimioterapia, radioterapia ou a combinação das duas abordagens.
Existem ainda terapias mais modernas, como os tratamentos alvo-moleculares, que atuam diretamente em estruturas específicas das células doentes. “Essas terapias funcionam como um ataque direcionado, reconhecendo e destruindo as células tumorais”, explica Mariana.
Em casos específicos, especialmente quando a doença não responde adequadamente às terapias iniciais ou retorna, pode ser indicada a realização de transplante de medula óssea.
Nos últimos anos, a medicina tem avançado no tratamento dos linfomas, especialmente por meio da imunoterapia e da terapia celular. Esses métodos estimulam o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater as células cancerígenas.
“Essas abordagens ampliam as opções terapêuticas, principalmente para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais”, explica a especialista.
Resumo:
O linfoma de Hodgkin é um câncer do sistema linfático que afeta principalmente jovens e apresenta alto potencial de cura quando diagnosticado precocemente. A doença pode causar ínguas, fadiga, febre e perda de peso. O tratamento envolve quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, terapias mais avançadas.
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