A influenciadora digital Juju Ferrari, grávida de cinco meses, precisou ser internada no Hospital São Luís Alphaville, em São Paulo (SP), após sentir fortes dores nos glúteos. Segundo os médicos, o quadro pode estar relacionado ao uso de substâncias como hidrogel e silicone industrial, aplicadas em procedimentos estéticos realizados anos atrás, em locais sem regulamentação adequada.
A internação ocorreu no dia 26 de agosto, e os exames em andamento vão indicar se será necessária uma cirurgia para retirar o material do corpo. Em entrevista ao portal LeoDias, Juju revelou que as aplicações foram feitas em ambientes improvisados, como hotéis.
Ela também relatou que o problema nos glúteos pode ter ligação com uma infecção urinária que desenvolveu recentemente. O caso acendeu um alerta sobre os perigos de optar por métodos fora do padrão médico, principalmente durante a gestação, quando a saúde da mãe e do bebê exigem ainda mais cuidados.
Os riscos dos procedimentos estéticos ilegais
O uso de produtos não autorizados, como o hidrogel e o silicone industrial, pode provocar inflamações graves, deformações permanentes e até necrose da pele. Em alguns casos, o problema se torna irreversível e compromete não apenas a estética, mas também a vida do paciente.
Segundo o cirurgião dentista Willian Ortega, especialista em harmonização facial e sócio-fundador da Academia da Face, muitas pessoas ainda se arriscam pela promessa de baixo custo. “Infelizmente, algumas pessoas acreditam que se trata de uma alternativa viável, mas o perigo é enorme”, alerta.
Substâncias seguras e regulamentadas
Apesar dos riscos dos métodos ilegais, existem alternativas seguras e eficazes. O ácido hialurônico, por exemplo, é um material absorvível pelo organismo e apresenta baixo índice de complicações quando utilizado por profissionais capacitados. “Por ser absorvível pelo organismo, apresenta risco mínimo de complicações – desde que aplicado corretamente”, reforça o médico.
Essa diferença mostra que a escolha dos materiais e do especialista responsável faz toda a diferença. O acompanhamento profissional adequado também evita complicações a longo prazo, oferecendo ao paciente não só estética, mas também segurança.
O especialista também reforça que, antes de qualquer intervenção estética, é essencial buscar informações detalhadas e verificar a formação do profissional. “Procedimentos não devem ser feitos em locais improvisados ou por pessoas sem qualificação. Em saúde, segurança é sempre um investimento. O barato pode sair muito caro”, destaca.
Com o crescimento da procura por preenchimentos faciais e harmonização, a prevenção deve ser prioridade. “Consultas de avaliação, escolha criteriosa de materiais e acompanhamento pós-procedimento são medidas essenciais para garantir não apenas resultados satisfatórios, mas também a preservação da saúde e da autoestima do paciente”, conclui.
Ver essa foto no Instagram
Resumo: O caso de Juju Ferrari, que está grávida e internada após complicações nos glúteos, reforça os perigos de recorrer a procedimentos estéticos ilegais. O uso de materiais não regulamentados, como hidrogel e silicone industrial, pode trazer sérias consequências para a saúde. Por outro lado, substâncias seguras, quando aplicadas por profissionais qualificados, oferecem resultados satisfatórios sem colocar a vida em risco.
Leia também:
Procedimentos estéticos: como evitar riscos à saúde e resultados indesejados