A gordura visceral, um tipo de gordura que se acumula na cavidade abdominal, tem sido foco de diversos estudos devido ao seu impacto significativo na saúde. Um levantamento realizado pela OMRON, uma empresa japonesa de dispositivos de saúde, revelou que 80,4% dos participantes apresentaram níveis de gordura visceral acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Este dado alarmante foi obtido a partir de uma amostra de 767 indivíduos, destacando a prevalência desse problema de saúde.
Os riscos associados à gordura visceral são numerosos. Este tipo de gordura é conhecido por ser um fator de risco para doenças cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, a gordura visceral está ligada à resistência à insulina, hipertensão arterial e dislipidemia, condições que aumentam a probabilidade de eventos cardiovasculares graves.
Por que a gordura visceral é perigosa?
A gordura visceral não é apenas um depósito de energia; ela atua como um órgão metabolicamente ativo. Libera substâncias inflamatórias que interferem no funcionamento do organismo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Quando a gordura visceral ultrapassa 10% do total de gordura corporal, os riscos para a saúde se intensificam. Este excesso está associado a condições como resistência à insulina e inflamação crônica, que podem levar a doenças como diabetes tipo 2 e aterosclerose.
O fenômeno conhecido como TOFI (Thin Outside, Fat Inside) ilustra bem o perigo da gordura visceral. Indivíduos com IMC normal podem ainda ter altos níveis de gordura visceral, expondo-os a riscos semelhantes aos de pessoas obesas. Isso demonstra que o IMC não é suficiente para avaliar o risco metabólico, sendo necessário considerar a composição corporal.
Como a gordura visceral afeta a saúde cardiovascular?
A gordura visceral contribui para o acúmulo de placas nas artérias, um processo conhecido como aterosclerose. Este acúmulo prejudica a função endotelial, dificultando a regulação da pressão arterial e aumentando o risco de eventos cardiovasculares graves. Além disso, a gordura visceral está fortemente associada à hipertensão arterial. No levantamento da OMRON, 25,3% dos participantes estavam em estágio de pré-hipertensão, enquanto 26% já eram hipertensos.
Outro dado preocupante é a relação entre a gordura visceral e a Fibrilação Atrial, uma arritmia cardíaca. Dos casos identificados no estudo, 25% estavam associados à hipertensão arterial, destacando a necessidade de intervenções para reduzir a gordura visceral e, consequentemente, os riscos associados.
Como diminuir o risco de doenças cardiovasculares?
Reduzir a gordura visceral é essencial para melhorar a saúde geral e diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Mudanças no estilo de vida, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos, são fundamentais. A redução do consumo de alimentos ultraprocessados e a priorização de alimentos naturais podem ajudar significativamente na diminuição da gordura visceral.
Além disso, a perda de peso corporal geral contribui para a redução da gordura visceral, melhorando a resistência à insulina e diminuindo os riscos de doenças cardiovasculares. Abordagens nutricionais e de estilo de vida são, portanto, essenciais para combater os efeitos nocivos da gordura visceral.
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