A busca por soluções rápidas para emagrecer ganhou novos capítulos — e um importante alerta. A Anvisa proibiu a venda e o uso de algumas canetas emagrecedoras comercializadas ilegalmente no Brasil. A decisão reforça a necessidade de atenção com medicamentos anunciados nas redes sociais, especialmente quando prometem resultados milagrosos.
Nos últimos meses, esses produtos ganharam espaço em perfis do Instagram, muitas vezes vendidos sem prescrição médica e sem qualquer garantia de procedência. No entanto, segundo a agência reguladora, as substâncias envolvidas representam riscos reais à saúde. Por isso, a proibição não se limita à venda: ela também vale para fabricação, importação, distribuição, divulgação e uso desses fármacos no país.
Canetas sem registro entram na mira da Anvisa
A resolução da Anvisa atinge medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos com retatrutida, independentemente da marca ou do lote. De acordo com o órgão, essas canetas emagrecedoras foram fabricadas por empresas desconhecidas e nunca passaram por registro, notificação ou cadastro oficial no Brasil.
Além disso, a agência identificou que os produtos circulavam livremente nas redes sociais, sem controle sanitário. Ou seja, não há garantia sobre composição, dosagem ou condições de fabricação. Como resultado, o uso pode provocar efeitos adversos graves, especialmente quando ocorre sem acompanhamento médico.
Vale destacar que, atualmente, a única tirzepatida aprovada pela Anvisa no Brasil é o medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. Qualquer outro produto com essa substância, fora desse registro, entra automaticamente na lista de itens proibidos.
Por que as canetas emagrecedoras ilegais preocupam tanto?
Embora muitas pessoas considerem as “canetas do Paraguai” como uma alternativa mais barata, essa economia pode custar caro. Afinal, medicamentos injetáveis exigem controle rigoroso de qualidade, armazenamento adequado e prescrição profissional. Sem isso, os riscos aumentam consideravelmente.
Substâncias como tirzepatida e retatrutida atuam diretamente no metabolismo e no controle do apetite. Portanto, o uso inadequado pode causar náuseas intensas, hipoglicemia, problemas gastrointestinais e outras complicações.
Segundo a própria Anvisa, pacientes e profissionais de saúde que identificarem esses produtos devem entrar em contato com os canais oficiais da agência ou com a Vigilância Sanitária local. Essa colaboração, inclusive, ajuda a impedir que mais pessoas sejam expostas aos riscos.
Informação segura é parte do cuidado com a saúde
O episódio reforça uma lição importante: quando o assunto é emagrecimento, não existem atalhos seguros fora dos consultórios médicos. Apesar da pressão estética e das promessas rápidas, cuidar do corpo envolve escolhas conscientes, baseadas em informação confiável.

Portanto, antes de considerar qualquer tratamento, vale buscar um profissional de saúde, esclarecer dúvidas e verificar se o medicamento tem aprovação da Anvisa. Assim, além de proteger a saúde, você evita cair em armadilhas que circulam facilmente nas redes sociais.
Resumo: A Anvisa proibiu a venda e o uso de canetas emagrecedoras ilegais, conhecidas como Canetas do Paraguai. A decisão envolve produtos sem registro, vendidos nas redes sociais. Especialistas alertam para riscos graves à saúde. Apenas medicamentos aprovados pela agência podem ser usados com segurança.
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