Em alguns momentos da vida, o desejo sexual pode oscilar. Em outros, a diminuição da libido se instala de forma persistente e começa a afetar a autoestima, a relação com o parceiro e a qualidade de vida. Embora ainda seja cercado de tabus, esse é um tema comum e que pode, sim, ser investigado e tratado.
A libido está diretamente ligada ao funcionamento do corpo e da mente. Hormônios, emoções, saúde física, experiências passadas e o contexto do relacionamento influenciam o interesse sexual. Quando algo sai do equilíbrio, o desejo tende a responder.
O que é libido e por que ela varia ao longo da vida?
Libido é o nome dado ao desejo sexual, uma resposta natural do organismo que envolve estímulos hormonais, neurológicos e emocionais. Ela não é fixa e pode mudar conforme a idade, o momento de vida, o estado de saúde e as experiências pessoais.
Alterações hormonais, fases de maior estresse, períodos de cansaço intenso ou conflitos emocionais costumam interferir diretamente nesse mecanismo. Por isso, a diminuição do desejo não deve ser vista apenas como um problema isolado, mas como um sinal de que algo no corpo ou na rotina precisa de atenção.
Principais causas da diminuição do desejo sexual
A queda da libido raramente tem um único motivo. Na maioria das vezes, ela resulta da combinação de fatores físicos, psicológicos e relacionais.
Entre as causas mais frequentes estão alterações hormonais, doenças crônicas, uso contínuo de alguns medicamentos, estresse prolongado, ansiedade, fadiga, conflitos no relacionamento e experiências emocionais negativas. Em alguns casos, o desejo diminui de forma temporária. Em outros, passa a ser recorrente.
Quando a saúde emocional interfere no desejo
Estresse, ansiedade e depressão costumam afetar diretamente o interesse sexual. O corpo entra em estado de alerta constante, o que reduz a disposição para o prazer e a intimidade. Traumas emocionais, especialmente quando ligados à sexualidade ou a experiências de abuso, também podem levar à perda do desejo.
Nessas situações, a libido não diminui por falta de interesse no parceiro, mas como um mecanismo de proteção emocional. O acompanhamento psicológico ajuda a identificar essas causas e a reconstruir a relação com o próprio corpo e com o prazer.
Diferenças entre homens e mulheres na queda da libido
Nas mulheres, o desejo sexual está fortemente ligado ao estrogênio. Fases como puerpério, amamentação, climatério e menopausa costumam provocar alterações hormonais que interferem diretamente na libido. Além disso, fatores emocionais, autoestima, vínculo afetivo e sobrecarga mental têm grande peso no desejo feminino.
Nos homens, a testosterona exerce papel central. A diminuição desse hormônio, comum com o envelhecimento, pode reduzir o interesse sexual. Problemas como disfunção erétil e ejaculação precoce também impactam o desejo, principalmente por gerarem ansiedade, frustração e insegurança.
O papel dos medicamentos e das doenças crônicas
Alguns medicamentos usados no dia a dia podem reduzir a libido como efeito colateral. Antidepressivos, anti-hipertensivos, diuréticos e certos anticoncepcionais estão entre os mais associados à queda do desejo. Em homens, remédios usados para próstata ou queda de cabelo também podem interferir nos níveis hormonais.
Doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, problemas renais, hepáticos, neurológicos ou inflamatórios, afetam o metabolismo, a circulação e o bem-estar geral, o que se reflete diretamente na vida sexual.
Dor, desconforto e falta de estímulo também contam
Sentir dor durante a relação é outro fator que reduz o desejo. Em mulheres, pode estar ligada a alterações hormonais, infecções, endometriose ou secura vaginal. Em homens, a dor pode ter relação com inflamações ou alterações anatômicas. Quando o sexo passa a ser associado a desconforto, o corpo naturalmente evita a experiência.
A falta de estímulo adequado também influencia, especialmente no desejo feminino. Pouco tempo de preliminares, dificuldades de excitação e ausência de conexão emocional podem reduzir a lubrificação natural, gerar desconforto e afastar o interesse sexual.
É possível recuperar a libido?
Não existe um medicamento único capaz de restaurar completamente o desejo sexual. O caminho passa pela investigação das causas. Avaliações hormonais, revisão de medicamentos em uso, tratamento de doenças associadas e cuidado com a saúde emocional fazem parte desse processo.
Mudanças no estilo de vida ajudam de forma consistente. Atividade física regular, alimentação equilibrada, sono de qualidade, redução do estresse e abandono do tabagismo contribuem para o equilíbrio hormonal e emocional. A psicoterapia também tem papel importante, tanto individualmente quanto em casal.
Quando a diminuição do desejo começa a afetar a vida pessoal ou o relacionamento, é importante buscar ajuda médica. Mulheres devem procurar o ginecologista. Homens, o urologista. Em muitos casos, o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico também é indicado, especialmente quando fatores emocionais estão envolvidos.
Resumo:
A falta de libido pode ter causas hormonais, emocionais, físicas ou relacionadas ao uso de medicamentos e ao estilo de vida. Afeta homens e mulheres e impacta diretamente a qualidade de vida e os relacionamentos. Avaliação médica, cuidado emocional e ajustes na rotina ajudam a tratar o problema de forma eficaz.
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Lígia Menezes
Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 3 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!








