O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano, porém também figura entre os que mais sobrecarregam os serviços de saúde no Brasil. Enquanto milhões de pessoas ocupam blocos e avenidas, os pronto-atendimentos registram um aumento significativo de casos que se repetem ano após ano. Em geral, o atendimento médico no Carnaval ocorre por situações evitáveis, ligadas ao calor extremo, ao consumo excessivo de álcool e à falta de descanso.
Durante o Carnaval, o corpo dá sinais de esgotamento, mas muitos foliões insistem em ignorá-los. Como resultado, quadros leves evoluem rapidamente e exigem intervenção médica. Segundo Pedro Araguez, diretor médico da Leve Saúde, ouvir o próprio corpo é essencial. “As pessoas recebem alertas claros, mas no Carnaval tendem a ultrapassar seus limites”, explica.
Desidratação no Carnaval e desmaios lideram os atendimentos
Entre os principais motivos de atendimento médico no Carnaval, a desidratação ocupa o topo da lista. Inicialmente silenciosa, ela provoca tontura, dor de cabeça, fraqueza e mal-estar. Ainda assim, muitos seguem na festa, o que agrava o quadro. Além disso, o calor intenso somado ao álcool acelera a perda de líquidos, aumentando o risco de complicações.
Os desmaios também aparecem com frequência. Na maioria dos casos, a queda de pressão surge após longos períodos em pé, pouca hidratação e ingestão de bebidas alcoólicas. Por isso, fazer pausas, procurar sombra e beber água regularmente são medidas simples, porém eficazes.

Problemas de saúde no Carnaval vão além do calor
Além da desidratação, os problemas de saúde no Carnaval incluem distúrbios gastrointestinais. Alimentação irregular, alimentos mal conservados e excesso de álcool favorecem náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Esses sintomas, por sua vez, intensificam a perda de líquidos e podem piorar rapidamente o estado geral.
As infecções também ganham espaço durante a folia. Aglomerações, compartilhamento de copos e queda da imunidade facilitam a transmissão de viroses respiratórias e intestinais. De acordo com orientações do Ministério da Saúde, disponíveis em, a prevenção passa por hidratação adequada, boa alimentação e higiene frequente das mãos.
Por fim, pequenos cortes, quedas e escoriações completam o cenário. Embora pareçam simples, essas lesões exigem limpeza correta para evitar infecções.
Respeitar os limites do corpo, portanto, faz toda a diferença. Intercalar álcool com água, alimentar-se bem e descansar não diminuem a diversão — ao contrário, ajudam a garantir um Carnaval saudável e sem sustos.
Resumo: O atendimento médico no Carnaval aumenta devido ao calor, álcool e cansaço excessivo. Desidratação, desmaios e problemas gastrointestinais lideram os casos. Medidas simples, como hidratação e pausas, reduzem riscos. Cuidar da saúde também faz parte da folia.
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