Praia, piscina e calor intenso costumam transformar o absorvente interno no principal aliado feminino. Prático e discreto, ele facilita a rotina fora de casa, mas exige cuidados específicos para não se tornar um fator de risco à saúde íntima. Saber quando usar, por quanto tempo e quais hábitos evitar é essencial para prevenir infecções comuns nessa época do ano.
Segundo Ana Carolina Romanini, ginecologista da Clínica Ginelife, o uso correto do absorvente interno reduz desconfortos e ajuda a manter o equilíbrio da região íntima mesmo em dias muito quentes.
Quando o absorvente interno é indicado
O absorvente interno é uma boa opção para atividades como praia e piscina, pois permite liberdade de movimento e evita vazamentos. No entanto, ele não deve ser usado por períodos prolongados nem durante o sono. Para a noite, alternativas como absorventes externos, coletores menstruais ou calcinhas absorventes oferecem mais segurança.
O tempo de uso é um dos pontos mais importantes. O limite máximo é de até seis horas, mas o ideal é fazer a troca a cada quatro horas. “O uso prolongado pode favorecer a proliferação bacteriana e aumentar o risco da Síndrome do Choque Tóxico, uma condição rara, porém, grave”, explica Ana Carolina.
Higiene começa antes da troca
Lavar bem as mãos antes de inserir ou remover o absorvente interno é um cuidado básico, mas muitas vezes negligenciado. Também é importante evitar produtos com fragrâncias ou corantes, que podem causar irritações e reações alérgicas.
O conforto serve como um sinal de alerta. O absorvente interno não deve causar incômodo. Caso isso aconteça, é necessário verificar o posicionamento ou optar por outro tamanho ou modelo, mais adequado ao fluxo menstrual.

Calor e umidade aumentam o risco de infecções
As altas temperaturas do verão criam um ambiente quente e úmido que favorece o desequilíbrio da microbiota vaginal. Esse cenário pode desencadear quadros como vaginite e candidíase, causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans.
“Coceira, ardor, vermelhidão, sensibilidade na vulva, dor ao urinar ou durante a relação sexual e alterações no corrimento são sinais comuns”, explica a ginecologista. Esses sintomas tendem a aparecer quando a região íntima permanece abafada por muito tempo, especialmente com roupas de banho molhadas.
Higiene íntima
A higiene íntima deve ser feita diariamente apenas na parte externa da região genital, com água limpa e, se necessário, sabonete neutro. Duchas vaginais não são indicadas, pois alteram o pH e a proteção natural da vagina.
Trocar o absorvente com frequência, usar calcinhas limpas e confortáveis e realizar a limpeza sempre da frente para trás após usar o banheiro são hábitos que ajudam a reduzir o risco de infecções urinárias e ginecológicas.
Além disso, trocar o biquíni molhado assim que sair da água, evitar permanecer longos períodos com roupas úmidas e manter uma boa hidratação são medidas simples que ajudam a preservar o equilíbrio da região íntima. Esses cuidados permitem aproveitar o verão com mais tranquilidade, mesmo durante a menstruação.
Resumo:
O absorvente interno é prático no verão, mas exige atenção ao tempo de uso, à higiene e ao conforto. Trocas frequentes e cuidados simples ajudam a prevenir infecções comuns nos dias quentes. Pequenas escolhas fazem grande diferença para a saúde íntima.
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