Desde o início do ano, um novo modelo de documento começou a ser emitido em todo o país. Uma das mudanças é a ausência da impressão digital do polegar, marca tradicional do antigo RG.
A atualização faz parte da implantação da Carteira de Identidade Nacional, que passa a adotar um padrão único em todo o território brasileiro. Apesar da novidade, quem já tem o documento antigo ainda pode utilizá-lo até 2032. Veja a seguir, o que mudará, de fato!
O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional (CNI)?
A principal mudança está no número de identificação. A partir do novo modelo, o CPF passa a ser o identificador único do cidadão em todo o Brasil. Com isso, deixa de existir a possibilidade de uma mesma pessoa ter diferentes números de RG emitidos por estados distintos, algo que era possível anteriormente.
Outro ponto importante é o fim da impressão digital no documento físico. No lugar do polegar, a nova carteira traz um QR Code, que permite verificar rapidamente se o documento é válido, se foi roubado ou extraviado. Essa checagem pode ser feita por órgãos públicos e privados, o que amplia a segurança e reduz o risco de fraudes.
O documento também conta com outros elementos de proteção, segue padrões nacionais e pode ser emitido tanto em formato físico quanto digital, disponível no aplicativo GOV.BR.
Por que a impressão digital deixou de existir?
A retirada da impressão digital do RG está ligada à modernização dos sistemas de identificação no país. Segundo o governo federal, o objetivo é melhorar os cadastros administrativos, fortalecer as ações das forças de segurança e reduzir fraudes, especialmente aquelas relacionadas ao uso de múltiplos documentos por uma mesma pessoa.
Com a integração dos dados em um sistema nacional, a identificação passa a ocorrer de forma mais segura e em tempo real. Isso permite que diferentes áreas do governo compartilhem informações de maneira padronizada, evitando divergências nos registros e falhas no reconhecimento do cidadão.
Até quando o RG antigo continua válido
Apesar da emissão da nova Carteira de Identidade Nacional já estar em andamento em todos os estados, quem possui o RG antigo não precisa correr para trocar o documento agora. O modelo anterior continua válido até 28 de fevereiro de 2032.
Esse prazo foi definido em decreto federal e garante uma transição gradual. Durante esse período, o cidadão pode optar por solicitar a nova carteira a qualquer momento, sem precisar esperar o vencimento do documento antigo.
Quem precisa emitir a nova identidade agora
A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional é recomendada, principalmente, para quem vai tirar o primeiro documento, perdeu o RG ou precisa atualizar dados. Para isso, é necessário procurar o órgão responsável pela identificação civil no estado, geralmente ligado à Secretaria de Segurança Pública.
A primeira via do novo documento é gratuita. Já as demais seguem as regras definidas por cada estado.
Documento único e mais integrado
Com a adoção do CPF como número exclusivo, a nova carteira também se conecta a outros serviços públicos e benefícios sociais. A proposta é simplificar a relação do cidadão com o Estado, reduzindo a necessidade de apresentar diferentes documentos em atendimentos oficiais.
Além disso, a Carteira de Identidade Nacional foi desenvolvida em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, garantindo que a integração das informações ocorra de forma segura e controlada.
Resumo:
A nova Carteira de Identidade Nacional elimina a impressão digital do RG e passa a usar o CPF como identificador único em todo o Brasil. O documento traz QR Code para verificação, pode ser físico ou digital e já está sendo emitido em todos os estados. O RG antigo continua válido até fevereiro de 2032.







