Um vídeo falso criado com o uso de inteligência artificial usou a imagem de Renato Aragão, de 91 anos, associando-o a uma situação violenta e ofensiva. O caso foi denunciado publicamente por sua filha, Lívian Aragão, que classificou o material como mentiroso e desumano.
Segundo ela, o vídeo não é real e foi inteiramente produzido com tecnologia de IA, sem qualquer relação com fatos verdadeiros. O episódio reacendeu o debate sobre limites éticos, responsabilidade legal e os impactos emocionais desse tipo de prática.
O que diz a família sobre o vídeo falso?
Ao se pronunciar nas redes sociais, Lívian afirmou que não se trata de um episódio isolado. Ela relatou que boatos envolvendo o pai circulam com frequência, mas que, desta vez, o uso da inteligência artificial elevou o nível da violência.
“Tá circulando um vídeo feito com inteligência artificial que mostra o meu pai em uma cena completamente falsa, ofensiva e violenta. Esse vídeo não é real, ele foi feito com inteligência artificial”, afirmou.
Ela também destacou que o conteúdo sugere situações graves, associando a imagem de Renato Aragão a episódios de violência doméstica, algo que, segundo a atriz, nunca existiu. “Além disso ser uma grande mentira, é um ataque, difamação e desumano”, declarou.
O uso de IA para criar vídeos falsos com aparência realista, conhecidos como deepfakes, tem ampliado o alcance e o impacto das fake news. Diferentemente de boatos tradicionais, esse tipo de conteúdo utiliza imagem, voz e expressões faciais para simular situações inexistentes, tornando a mentira mais difícil de ser identificada.
Para Lívian, o problema vai além da desinformação. “Só que agora estão usando inteligência artificial para sugerir algo ainda mais grave. Violência doméstica”, disse. Segundo ela, esse tipo de conteúdo atinge diretamente a dignidade da família e provoca sofrimento emocional.
Falta de regulamentação agrava o problema
A atriz também chamou atenção para a ausência de leis específicas no Brasil que tratem de crimes envolvendo inteligência artificial. “Hoje no Brasil não existe uma regulamentação que vê os perigos da IA. Não tem nada que realmente fiscalize a criação e disseminação desses conteúdos”, afirmou.
Segundo Lívian, a dificuldade em identificar responsáveis e retirar rapidamente esse tipo de material do ar contribui para que os danos se multipliquem. “Não existe um caminho rápido. Enquanto isso, famílias sofrem, reputações são destruídas”, alertou.
Alerta que vai além de figuras públicas
Ao final do pronunciamento, a atriz reforçou que o problema não atinge apenas pessoas famosas. “Hoje eu tô falando da minha família, mas também pode acontecer com a sua”, disse, pedindo que o público não compartilhe conteúdos sem verificar a origem.
Casos como esse mostram como a inteligência artificial, quando usada sem controle, pode se tornar uma ferramenta de ataque, espalhando mentiras com alto potencial de dano social e emocional.
Resumo:
Um vídeo falso criado com inteligência artificial usou a imagem de Renato Aragão para propagar fake news de teor violento. A denúncia feita por Lívian Aragão reacende o alerta sobre deepfakes, violência digital e a falta de regulamentação no uso da IA no Brasil.
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