O petisco coreano preto, crocante e em formato de folha já deixou de ser um hábito restrito às mesas da Coreia do Sul. Conhecido como gim, o alimento simples e acessível ganhou projeção internacional, surfando a onda do K-pop, dos K-dramas e do interesse global pela culinária asiática. No entanto, enquanto a fama cresce lá fora, o aumento dos preços começa a pesar no bolso dos consumidores coreanos.
Nos últimos anos, o petisco coreano passou de acompanhamento modesto a estrela das exportações. Em 2025, a Coreia do Sul bateu um recorde histórico ao faturar US$ 1,13 bilhão com a venda de algas marinhas secas, segundo dados do Korea Maritime Institute. Como resultado, a maior demanda externa pressiona o mercado interno e altera um costume que atravessou gerações.
Petisco coreano que virou fenômeno global
À medida que séries e músicas ganham fãs pelo mundo, cresce também a curiosidade pela gastronomia local. Em 2023, por exemplo, o gimbap vendido pela rede Trader Joe’s viralizou nos Estados Unidos e esgotou rapidamente. Assim, o gim deixou de ser apenas ingrediente e passou a símbolo cultural.
Tradicionalmente barato, o gim custava cerca de 100 won por folha em 2024. No entanto, recentemente, o valor ultrapassou 150 won, enquanto versões premium já chegam a 350 won.

Alga marinha: gostosa, nutritiva e sustentável
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as algas marinhas são alimentos saudáveis, nutritivos e de baixo teor calórico. Além disso, o órgão destaca que, em um cenário de crescentes desafios ambientais, elas representam uma alternativa sustentável capaz de contribuir para a segurança alimentar global.
Desde a Antiguidade, as algas fazem parte da tradição culinária asiática. Nos países ocidentais, porém, o consumo alimentar é mais recente. Durante décadas, o uso das algas ficou restrito à indústria farmacêutica e cosmética, sobretudo para extração de hidrocoloides, substâncias que dão forma e textura a produtos variados.
Resumo: O petisco coreano conhecido como gim ganhou o mundo impulsionado pela cultura pop sul-coreana. Contudo, a alta demanda global elevou os preços no mercado interno. Enquanto consumidores sentem o impacto, governo e empresas buscam soluções para manter o alimento acessível e sustentável.
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