A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de fórmulas infantis de forma preventiva após identificar um possível risco de contaminação. A medida, publicada no Diário Oficial da União, suspende imediatamente a venda, a distribuição e o uso de lotes específicos de produtos fabricados pela Nestlé no Brasil.
Segundo a agência, a iniciativa busca proteger bebês e crianças pequenas, que fazem parte do grupo mais vulnerável. Além disso, a Anvisa reforça que age com cautela sempre que identifica qualquer possibilidade de risco alimentar, mesmo antes da confirmação definitiva de danos.
Risco de contaminação
O alerta surgiu após a identificação de um possível risco relacionado à cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Essa substância preocupa especialistas porque resiste ao aquecimento comum, ou seja, o preparo correto da fórmula não elimina o risco.
De acordo com a Anvisa, a ingestão da toxina pode causar vômitos, diarreia e sonolência excessiva. Em bebês, esses sintomas exigem atenção imediata. Portanto, a agência decidiu agir de forma antecipada. Dessa forma, evita que produtos potencialmente inseguros cheguem à mesa das famílias.
Além disso, a autoridade sanitária destaca que medidas preventivas fazem parte dos protocolos de vigilância e reforçam a segurança alimentar no país.
Quais produtos entram na lista da Anvisa
A decisão não envolve todos os produtos das marcas citadas, mas apenas lotes específicos. Entre as fórmulas mencionadas oficialmente pela Anvisa estão:
- Nestogeno
- Nan Supreme Pro
- Nanlac Supreme Pro
- Nanlac Comfor
- Nan Science Pro Sensitive
- Alfamino
Confira:


No entanto, a Anvisa orienta pais e responsáveis a conferirem com atenção o número do lote impresso na embalagem. Afinal, somente os lotes indicados na resolução sofrem a proibição.
Em comunicado enviado à imprensa, a Nestlé informou que iniciou um recall voluntário após detectar a possível contaminação em uma matéria-prima fornecida por um parceiro internacional, localizado na Holanda. Segundo a empresa, os controles internos de qualidade identificaram o problema, o que motivou a retirada dos produtos como medida de segurança.
“A Nestlé está atuando em estreita cooperação com as autoridades responsáveis e reafirma que qualidade e segurança alimentar são prioridades inegociáveis. A companhia adota rigorosos padrões de controle de qualidade e rastreabilidade, em constante aprimoramento, com o objetivo de prevenir inconformidades em seus produtos. Na eventual identificação de uma falha, a Nestlé atua com transparência, responsabilidade e agilidade para evitar ou reduzir qualquer tipo de impacto ao consumidor”, diz a nota.
Recomendações para os pais e responsáveis
Quem possui em casa alguma fórmula incluída na lista deve suspender o uso imediatamente. A Anvisa orienta que o produto não seja oferecido à criança, mesmo que a embalagem já esteja aberta. Além disso, é importante seguir as orientações de recolhimento divulgadas pelo fabricante.
Caso o bebê apresente sintomas como vômitos persistentes, diarreia ou sonolência fora do comum, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes. Se possível, leve a embalagem do produto para facilitar a avaliação.
Por fim, a agência reforça que fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas com orientação de profissionais de saúde e preparadas exatamente conforme as instruções do rótulo.
Resumo: A Anvisa proíbe fórmulas infantis de lotes específicos da Nestlé por risco de contaminação por toxina resistente ao aquecimento. A medida é preventiva e entrou em vigor imediatamente. Pais devem conferir os lotes, suspender o uso e buscar orientação médica se surgirem sintomas.
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