Neste fim de semana, corri para o cinema para assistir a Toy Story 5, o quinto filme da franquia. Como alguém que cresceu acompanhando Woody, Buzz e seus amigos – o primeiro Toy Story estreou em 1995, quando eu tinha 9 anos -, a experiência foi quase um reencontro com velhos conhecidos. E não fui a única. A sala estava dividida entre crianças e adultos que, assim como eu, parecem ter levado para a vida um pedaço daquela história.
E sim: o filme entrega exatamente o que promete. É emocionante, divertido e nostálgico. Chorei, revivi memórias da infância e me peguei refletindo sobre algo que atravessa toda a trama: a forma como as telas vêm transformando a infância das novas gerações.
Emocionante
A história começa com Bonnie aos 8 anos. Mais velha, tímida e com dificuldades para fazer amigos, ela parece deslocada em um mundo que corre rápido demais. Sem estar mergulhada nas telas como as outras crianças, encontra barreiras para se conectar com os colegas.
É impossível não se sensibilizar. Como mãe, me vi pensando em quantas mudanças as crianças enfrentam nessa fase e em como a transição da infância para a pré-adolescência pode ser dolorosa.
Tudo muda quando Bonnie ganha uma LilyPad, um tablet infantil que, como os brinquedos da franquia, também tem vida própria. Na tentativa de ajudá-la a se enturmar, o dispositivo começa a agir por conta própria e, naturalmente, cria uma série de confusões, incluindo episódio de bullying digital, que faz a pequena chorar e se forçar a crescer. E, nessa hora, meu coração de mãe chorou.
A partir daí, o filme constrói uma discussão interessante sobre tecnologia, pertencimento e a pressão para crescer antes da hora.

Destaque para Jessie
Woody e Buzz aparecem de forma mais discreta no filme. O caubói que antes liderava o grupo está mais apagado, careca e barrigudo, enquanto Buzz divide atenção com uma nova geração de Buzzes tecnológicos, que voam de verdade. Me causou certo estranhamento ver a dupla assim, sem destaque.
Já Jessie assume uma posição de liderança e ganha espaço na narrativa. Favorita de Bonnie, vive suas cenas cheia de energia e personalidade, apesar de ter a mesma idade de Woody. Refletindo aqui, estamos em 2026 e acho que a Pixar sentiu necessidade de protagonistas femininas em cena. Entendo a intenção de renovar a franquia e abrir espaço para novos personagens, mas senti falta de acompanhar mais de perto aqueles que fizeram de Toy Story um fenômeno.
Vale a pena?
Sem dúvida. Toy Story 5 consegue equilibrar nostalgia e temas contemporâneos sem perder a essência que tornou a franquia tão querida. É um filme sobre amizade, amadurecimento e sobre a importância de preservar, pelo maior tempo possível, a magia da infância.
Saí do cinema emocionada e com uma certeza: em um mundo cada vez mais conectado, talvez um dos maiores presentes que possamos oferecer às crianças seja justamente mais tempo para brincar.
Leve suas crianças. E, se você cresceu com Woody e Buzz, prepare-se para encontrar um pouco da sua própria infância pelo caminho.
Resumo:
O quinto filme da franquia Toy Story promove um reencontro emocionante para a geração que cresceu com Woody e Buzz, ao mesmo tempo em que traz um debate extremamente atual para os pais de hoje: o impacto da tecnologia na infância.
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