A cada 4 anos, uma tradição reaparece entre crianças e adultos: completar o álbum de figurinhas. O hábito movimenta bancas, grupos de troca, redes sociais e até filas em eventos presenciais. Mas, junto da diversão, também surge um risco silencioso, os gastos que saem do controle sem que muita gente perceba. Segundo levantamento da Rico, dois pacotinhos por dia durante três meses podem ultrapassar R$ 1.200 em gastos.
Pacotinhos comprados “só mais uma vez”, caixas fechadas, figurinhas raras e compras online podem transformar um passatempo em um problema financeiro, especialmente quando não existe planejamento. Para Thaísa Durso, educadora financeira da Rico, o principal cuidado é entender que pequenas compras recorrentes também impactam o orçamento.
Cuidado com excessos
O álbum da Copa costuma despertar um forte senso de urgência e coleção. Isso faz com que muitas pessoas comprem pacotes repetidamente sem calcular quanto já gastaram. Em poucos dias, valores aparentemente pequenos podem ultrapassar centenas de reais.
O mais importante é estabelecer limites antes de começar a coleção. Quando não existe um valor definido, o consumidor tende a gastar por impulso, principalmente em momentos de ansiedade para completar páginas ou conseguir figurinhas raras.
Como colecionar sem comprometer o orçamento
Defina um teto de gastos
Antes de começar o álbum, vale decidir quanto poderá ser destinado ao hobby naquele mês. Esse limite ajuda a evitar compras impulsivas e impede que o gasto avance sobre despesas importantes do dia a dia.
Trocar é mais econômico do que comprar
As trocas continuam sendo uma das formas mais eficientes de completar o álbum sem aumentar os gastos. Além de reduzir despesas, encontros de troca costumam transformar a coleção em uma experiência mais social e divertida.

Evite comprar por ansiedade
A busca pelas últimas figurinhas costuma ser o momento mais perigoso financeiramente. É justamente nessa fase que muitas pessoas recorrem a compras avulsas caras, caixas extras ou vendedores online cobrando valores elevados por cromos específicos. Esse comportamento emocional costuma pesar no orçamento sem trazer tanta diferença prática. “Muitas vezes, uma pequena pausa antes de comprar mais pacotes já ajuda a criança a entender que dá para continuar colecionando sem pressa, apreciando cada conquista”, destaca Thaisa.
Atenção às crianças
O álbum também pode se transformar em uma oportunidade de educação financeira para os filhos. Pais podem usar a coleção para ensinar conceitos como planejamento, limite de gastos, escolhas e organização do dinheiro. Definir uma quantidade de pacotes por semana, por exemplo, ajuda a criança a entender noções de prioridade e consumo consciente.
Compras online exigem cuidado
Com o crescimento das vendas digitais, também aumentaram os golpes envolvendo figurinhas raras e caixas falsas. Antes de comprar pela internet, vale conferir a reputação do vendedor, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e evitar pagamentos fora de plataformas seguras.
Pequenos gastos podem gerar grande impacto no orçamento
Colecionar figurinhas pode ser a febre do momento, mas analise o seu momento. Apesar de um pacote parecer barato individualmente, o efeito acumulado ao longo dos meses pode representar despesas relevantes no orçamento familiar. Um estudo da Rico traz uma simulação comparando o gasto de R$ 1.200 com figurinhas e o valor que esse montante poderia atingir se investido em um título atrelado à Selic, considerando a taxa média dos últimos 10 anos. “Os juros compostos fariam esse dinheiro mais do que dobrar em uma década enquanto a quantia gasta nas figurinhas simplesmente não volta para o bolso da família”, explica Thaisa.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1523, de 29 de maio de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
