O climatério marca o fim da vida reprodutiva da mulher e traz flutuações hormonais intensas. Esse período de transição estende-se por anos antes e depois da última menstruação, variando bastante em cada organismo. Conforme a ginecologista Dra. Patricia Magier, criadora do Método Plena, a fase dura de 5 a 10 anos. Além disso, o declínio permanente dos hormônios ovarianos altera profundamente o metabolismo da mulher, como explica o ginecologista Dr. Nélio Veiga Júnior.
De acordo com o Dr. Igor Padovesi, autor do livro Menopausa Sem Medo, a perimenopausa inicia de 3 a 10 anos antes da menopausa. Durante essa fase, o corpo feminino enfrenta a chamada síndrome do climatério, que abrange sintomas físicos e emocionais desafiadores. Portanto, compreender as mudanças ajuda a buscar o direcionamento médico correto para recuperar o bem-estar e a disposição diária.
Os principais impactos na saúde: dores, insônia e lipedema
A queda do estrogênio afeta diretamente a qualidade do sono e provoca suores noturnos incômodos. Conforme a ginecologista Dra. Ana Paula Fabricio, a insônia crônica reduz drasticamente a qualidade de vida nesse período. Além disso, a redução hormonal atinge as articulações. O ortopedista Dr. Marcos Cortelazo esclarece que a falta de estrogênio inflama regiões como mãos, joelhos e ombros, o que favorece o surgimento de artrite e artrose.
Outro problema frequente envolve o lipedema, uma doença crônica inflamatória que causa acúmulo desproporcional de gordura nas pernas e braços. A cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita ressalta que essa condição decorre de uma disfunção no tecido adiposo e costuma se intensificar na menopausa. Ademais, o diagnóstico precoce do lipedema exige avaliação clínica detalhada, conforme explica a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim. O tratamento integrado inclui dieta anti-inflamatória, exercícios específicos e, em alguns casos, lipoaspiração.

Como combater o acúmulo de gordura e recuperar o bem-estar
A desaceleração do metabolismo basal na menopausa facilita o ganho de peso e concentra a gordura na região abdominal. A perda de massa muscular agrava o quadro, pois diminui o gasto calórico em repouso. Dessa forma, as mulheres encontram maior dificuldade para manter o peso ideal, mesmo mantendo hábitos saudáveis e uma rotina equilibrada de exercícios.
Contudo, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) surge como uma excelente alternativa para aliviar os sintomas do climatério. O Dr. Igor Padovesi afirma que a reposição melhora o sono, protege o coração, reduz o risco de diabetes e estabiliza o humor. O acompanhamento médico personalizado garante a segurança do tratamento e devolve a vitalidade para a mulher enfrentar essa nova fase com leveza.
Resumo: O climatério e a menopausa geram alterações hormonais que provocam insônia, dores articulares, ganho de peso e manifestações de lipedema. Diante disso, a adoção de hábitos saudáveis associada à orientação médica adequada ameniza os impactos no organismo. A terapia de reposição hormonal destaca-se como alternativa eficaz para restabelecer a qualidade de vida feminina.
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