Uma história que parece roteiro de cinema chamou a atenção do país nesta semana. Em Joinville (SC), uma mulher de 37 anos foi presa após ser acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos durante cerca de 14 meses. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava o nome “Gabriele”, afirmava ter fugido de maus-tratos familiares e dizia ser autista. A narrativa sensibilizou integrantes de uma igreja, que passaram a ajudá-la financeiramente e a oferecer acolhimento. A fraude foi descoberta após pessoas próximas começarem a desconfiar da identidade apresentada.
Como a farsa foi descoberta?
A revelação aconteceu depois que uma das mulheres que acolhiam a suposta adolescente estranhou uma situação ocorrida durante a noite.
Segundo relato divulgado nas redes sociais, a jovem pediu ajuda e insistiu para que ela entrasse sozinha em uma residência escura. A situação gerou desconfiança e levou ao acionamento de outras pessoas envolvidas no acolhimento, além da Polícia Civil. A partir das investigações, os agentes concluíram que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher adulta de 37 anos.
Como ela mantinha a falsa identidade?
De acordo com a polícia, a investigada adotava uma série de comportamentos para sustentar a personagem. Entre eles estavam:
- Uso de chupeta e mamadeira;
- Voz propositalmente infantilizada;
- Comportamentos compatíveis com uma criança mais nova;
- Relatos de abandono familiar;
- Alegação de ser autista.
As investigações apontam que essas estratégias ajudaram a conquistar a confiança das pessoas que a acolheram.
Quais crimes estão sendo investigados?
A mulher foi presa pelos crimes de falsa identidade e estelionato. Segundo as autoridades, a falsa história teria levado pessoas a oferecerem ajuda financeira e outros benefícios baseados em informações que não correspondiam à realidade. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. A Justiça também determinou a realização de exames de sanidade mental.
O caso lembra o filme “A Órfã”?
As comparações surgiram quase imediatamente nas redes sociais. No filme “A Órfã”, lançado em 2009, um casal adota uma menina chamada Esther. Ao longo da trama, a família descobre que ela não é uma criança, mas uma mulher adulta que esconde sua verdadeira identidade. As semelhanças entre a ficção e o caso catarinense incluem a criação de uma identidade infantil, um passado marcado por sofrimento e a conquista da confiança de pessoas que acreditavam estar ajudando uma criança vulnerável.
Apesar das comparações, a Polícia Civil ressalta que as investigações seguem focadas nos fatos concretos do caso, especialmente nos crimes de falsa identidade e estelionato.
O que acontece agora?
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da fraude, incluindo possíveis vantagens obtidas durante o período em que a mulher viveu sob a identidade falsa.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre outros possíveis crimes além daqueles que já motivaram a prisão.
Resumo:
Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville (SC) após se passar por uma adolescente de 12 anos durante cerca de 14 meses. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava uma identidade falsa, alegava ser autista e dizia ter fugido de maus-tratos familiares. O caso gerou repercussão nacional pelas semelhanças com o filme “A Órfã” e segue sob investigação.
Lígia Menezes
Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 5 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!
