Sair de casa e perceber aquela aparência cansada no espelho incomoda muita gente, principalmente quando a rotina de sono está em dia. Mesmo dormindo mais de sete horas por noite, muitos brasileiros ainda convivem com a olheira marcada e com a sensação de rosto abatido.
O problema mexe diretamente com a autoestima e leva milhares de mulheres a buscar soluções rápidas, desde procedimentos estéticos até o uso de creme para olheiras. Segundo dados publicados pela revista científica Surgical & Cosmetic Dermatology, 78% da incidência de olheiras aparece em mulheres, o que reforça a procura crescente por tratamentos específicos para a região dos olhos.
Mas, afinal, o que causa olheiras além do cansaço? A biomédica esteta Jéssica Magalhães explica que o aspecto escurecido ou afundado nem sempre está ligado à privação de sono. “Na maioria das vezes, o aspecto de cansaço está ligado à própria estrutura facial e às características individuais de cada pessoa”, afirma.
De acordo com a especialista, fatores como profundidade da região, pigmentação da pele, flacidez e até a anatomia do rosto influenciam diretamente a aparência do olhar. Por isso, nem sempre um único tratamento — ou apenas um creme para olheiras — consegue resolver o problema sozinho.
O que causa olheiras? Estrutura facial pode ser decisiva
Ao contrário do que muita gente imagina, as olheiras não surgem apenas por noites mal dormidas. Jéssica explica que o chamado “sulco lacrimal”, aquela região mais funda abaixo dos olhos, costuma criar sombras naturais no rosto e intensificar o aspecto cansado.
Além disso, a qualidade da pele também interfere bastante. Peles mais finas, com menos sustentação ou mais flácidas, deixam os vasos aparentes e aumentam a sensação de escurecimento na região ocular. A pigmentação natural, especialmente em peles negras, também aparece entre os principais fatores relacionados ao que causa olheiras.
“Muitas vezes, esses fatores aparecem juntos. Por isso, a avaliação individualizada faz toda a diferença”, explica a biomédica.
Segundo ela, existe uma forma simples de começar a entender o tipo de olheira. Quando o problema está ligado à profundidade, a região parece mais “afundada”. Já nos casos de pigmentação, a coloração escura permanece mesmo quando a pele é levemente esticada. Na flacidez, o toque revela uma pele menos firme e sustentada.

Nem todo creme para olheiras funciona da mesma forma
Com tantas opções nas prateleiras, muita gente acredita que basta investir em um bom creme para olheiras para resolver a situação. Porém, a especialista alerta que cada caso pede uma abordagem diferente.
Quando a profundidade predomina, alguns pacientes podem se beneficiar da reposição de volume feita de maneira cuidadosa e estratégica para suavizar as sombras. Nos casos em que a pigmentação pesa mais, entram em cena tratamentos clareadores e cuidados contínuos com a pele.
Já nas situações de flacidez, o foco costuma ser estimular a produção de colágeno para melhorar a firmeza da região. Em muitos pacientes, a combinação de técnicas traz resultados mais naturais e equilibrados.
Mesmo assim, Jéssica reforça que nenhum procedimento deve transformar completamente a expressão facial. “O objetivo não é mudar a fisionomia, mas suavizar o aspecto de cansaço de forma natural”, conclui.
A especialista também recomenda que o uso de creme para olheiras venha acompanhado de hábitos importantes, como proteção solar diária, hidratação adequada e acompanhamento profissional quando necessário.
Resumo: A olheira pode surgir mesmo em pessoas que dormem bem, já que fatores como profundidade facial, pigmentação da pele e flacidez influenciam diretamente o aspecto cansado. Especialistas explicam que entender o que causa olheiras é essencial para escolher o tratamento adequado. Em alguns casos, o uso de creme para olheiras ajuda, mas a avaliação individualizada faz diferença para resultados mais naturais e equilibrados.
Leia também:
Olheiras: 4 mitos e verdades para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto
