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Olho vermelho no outono? Fuja de 5 erros comuns que facilitam o contágio da conjuntivite

O tempo seco e vírus respiratórios deixam os olhos mais sensíveis nesta época; oftalmologista explica

Lígia Menezes Por Lígia Menezes
16/05/2026
Em Bem-estar e Saúde
Conjuntivite - veja como evitar. Foto: Magnific

Conjuntivite - veja como evitar. Foto: Magnific

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Coceira, vermelhidão, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos costumam se tornar mais frequentes no outono. Com a redução da umidade do ar e o aumento da circulação de vírus respiratórios, os olhos ficam mais vulneráveis tanto a crises alérgicas quanto à conjuntivite, uma inflamação que pode ser altamente contagiosa.

Segundo o oftalmologista Hallim Feres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da Prisma Visão, essa combinação de fatores cria um ambiente propício para o surgimento do problema. “Além do ar mais seco irritar naturalmente os olhos, esse período também aumenta a circulação de vírus respiratórios, que podem desencadear conjuntivites virais extremamente contagiosas. Ao mesmo tempo, a baixa umidade favorece crises alérgicas oculares”, explica.

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De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de 20% da população apresenta algum tipo de alergia ocular, condição que pode causar sintomas semelhantes aos da conjuntivite.

Nem todo olho vermelho é conjuntivite

Embora muita gente use o termo de forma genérica, a conjuntivite pode ter causas diferentes. A forma viral é a mais comum e também a mais contagiosa. Ela costuma provocar olhos vermelhos, lacrimejamento intenso e secreção aquosa. A bacteriana, por sua vez, geralmente produz secreção mais espessa, de coloração amarelada ou esverdeada. Já a conjuntivite alérgica não é contagiosa e costuma causar muita coceira, ardência e irritação.

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Por isso, o diagnóstico correto é essencial. “É muito comum as pessoas se automedicarem ou utilizarem colírios indicados por conhecidos. Isso pode piorar o quadro e até mascarar doenças mais graves. O ideal é sempre buscar avaliação oftalmológica”, orienta Hallim.

1. Coçar os olhos o tempo todo

Quando os olhos coçam, o impulso de esfregar é quase automático. O problema é que esse hábito pode agravar a inflamação e facilitar a entrada de microrganismos. Além disso, ao tocar os olhos com frequência, a pessoa aumenta o risco de transmitir vírus e bactérias para outras superfícies e para outras pessoas.

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2. Encostar nos olhos sem lavar as mãos

As mãos são um dos principais veículos de transmissão da conjuntivite infecciosa. Durante o dia, elas entram em contato com celulares, maçanetas, corrimãos e outros objetos compartilhados. Se a higiene não for adequada, basta tocar os olhos para favorecer o contágio.

3. Compartilhar toalhas, maquiagem e colírios

Toalhas de rosto, fronhas, máscaras de cílios, delineadores e até colírios de uso pessoal devem ser individuais. O compartilhamento desses itens facilita a disseminação da conjuntivite, especialmente em ambientes com várias pessoas, como escolas e escritórios.

4. Ignorar o impacto do tempo seco

No outono, o ar mais seco reduz a lubrificação natural dos olhos e pode intensificar sintomas como ardência, sensação de areia e desconforto. Ventiladores, ar-condicionado e ambientes fechados contribuem ainda mais para o ressecamento ocular. Manter os olhos hidratados e o ambiente mais úmido ajuda a reduzir a irritação.

Conjuntivite - veja como evitar. Foto: Magnific
Conjuntivite – veja como evitar. Foto: Magnific

5. Usar colírios por conta própria

Colírios que contêm antibióticos, anti-inflamatórios ou corticoides só devem ser utilizados com orientação médica. A automedicação pode agravar infecções, mascarar sintomas e atrasar o tratamento adequado.

O que pode aliviar os sintomas

Enquanto a consulta com o oftalmologista não acontece, algumas medidas simples podem trazer conforto:

  • Fazer compressas frias sobre os olhos
  • Lavar os olhos com soro fisiológico gelado
  • Utilizar colírios lubrificantes prescritos pelo médico
  • Suspender o uso de maquiagem e lentes de contato

“Em muitos casos, água gelada e higiene correta já ajudam bastante no conforto ocular. Mas, o principal é evitar automedicação e impedir a transmissão para outras pessoas”, observa Hallim.

Crianças merecem atenção especial

Os pequenos costumam tocar o rosto com frequência e compartilham objetos com colegas, o que facilita a disseminação da conjuntivite. Se houver secreção, vermelhidão intensa ou desconforto ocular, o ideal é procurar avaliação médica e evitar o contato próximo com outras crianças até o diagnóstico.

Resumo:
No outono, o tempo seco e a maior circulação de vírus favorecem o surgimento da conjuntivite. Evitar coçar os olhos, lavar as mãos com frequência e nunca compartilhar objetos pessoais são medidas importantes para reduzir o risco de contágio.

Leia também:

Conjuntivite x blefarite

Tags: conjuntiviteolhosOutonovírus
Lígia Menezes

Lígia Menezes

Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 5 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!

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