O ex-âncora do Bom Dia Brasil, telejornal matinal da Globo, Chico Pinheiro, 72, contou que foi diagnosticado com câncer de intestino. O jornalista fez a revelação durante uma entrevista com o músico Zeca Baleiro, que foi ao ar na última segunda-feira (11).
“Vou contar uma coisa aqui que eu não estava disposto a falar dela, mas é inevitável, porque eu vou puxar uma música sua. Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia, descobri um câncer no intestino”, disse o apresentador no programa Chico Pinheiro Entrevista.
Também chamado de câncer colorretal – o mesmo da cantora Preta Gil (1974-2025) -, a doença afeta o cólon (parte do intestino grosso) e o reto. A maioria dos casos se origina a partir de pólipos, que são pequenos crescimentos benignos na parede do intestino. Com o tempo, alguns desses pólipos podem sofrer alterações e se transformar em tumores malignos, como o adenocarcinoma, tipo diagnosticado em Preta Gil.
Esse tipo de câncer é o segundo mais frequente no aparelho digestivo e o terceiro que mais mata no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estima-se que surjam mais de 40 mil novos casos por ano no país.

Sintomas do câncer de intestino
Um dos principais desafios no combate ao câncer colorretal é o fato de que muitos casos são silenciosos. Ou seja, os sintomas só aparecem quando a doença já está em estágio mais avançado. Por isso, fique atenta aos seguintes sinais:
- Mudança nos hábitos intestinais (como diarreia ou constipação persistente)
- Sensação de evacuação incompleta
- Sangue nas fezes (vermelho vivo ou fezes escurecidas)
- Dores ou cólicas abdominais frequentes
- Cansaço extremo sem motivo aparente
- Perda de peso involuntária
Embora possa ocorrer em qualquer pessoa, o câncer colorretal é mais comum a partir dos 45 anos e tem maior incidência entre os 60 e 70 anos. Fatores como obesidade, tabagismo, histórico familiar e doenças pré-existentes aumentam o risco da doença.
Tratamento de Chico Pinheiro
O tratamento depende do estágio em que a doença é descoberta. Quando identificada no início, a colectomia, cirurgia de retirada da parte afetada do intestino, pode ser suficiente para curar o paciente. Foi o caso de Chico Pinheiro, que contou sobre uma complicação que teve após o procedimento.
“A princípio [a cirurgia], [era] relativamente fácil, porque estava bem no começo, e uma cirurgia que era para ser feita em um dia e três dias depois eu ia para casa. Só que teve uma complicação posterior […] E eu passei uns belos dias na UTI”, disse o comunicador, que completou afirmando que a música de Zeca Baleiro o ajudou a enfrentar o momento.
Em casos mais avançados, o câncer pode se espalhar para outros órgãos, como fígado, cérebro ou peritônio, exigindo um plano mais agressivo de combate. Tumores mais agressivos, como o que afetou Preta Gil, podem exigir abordagens combinadas e, muitas vezes, tratamentos fora do país, dependendo da disponibilidade de medicamentos.
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