Os peelings químicos já se consolidaram como aliados poderosos de quem busca renovar a pele, suavizar manchas e melhorar a textura do rosto. Mas, quando o assunto são os peelings mais intensos, é natural que surjam dúvidas, especialmente sobre riscos, indicações e cuidados necessários.
Os resultados podem ser bastante positivos quando há indicação correta. “Os resultados irão depender do tipo de peeling, podendo trazer melhora significativa de rugas, manchas e textura da pele”, explica a dermatologista Larissa Wood Fraga, do Instituto Fraga de Dermatologia. Os primeiros efeitos aparecem após uma ou duas semanas, mas o resultado pode levar meses, conforme o estímulo de colágeno.
Classificação dos peelings: entenda os tipos e intensidades
Os peelings são classificados de acordo com a profundidade de ação na pele: superficiais, médios e profundos. Os superficiais atingem apenas a epiderme, promovendo uma renovação leve e com recuperação rápida. Já os médios alcançam camadas mais profundas, enquanto os profundos chegam até a derme, com resultados mais intensos e também maior tempo de recuperação.
A especialista reforça que os peelings mais intensos são justamente os médios e profundos. Entre os principais ativos utilizados hoje, destacam-se o ácido tricloroacético (TCA) em concentrações mais altas e os peelings combinados.
Enquanto o TCA é indicado para tratar manchas, cicatrizes de acne e melhorar a textura da pele, os peelings combinados permitem uma abordagem mais personalizada, com associação de diferentes ácidos para resultados mais controlados.
Será o fim das manchas?
Os peelings mais intensos costumam ser indicados para casos específicos, como manchas resistentes, cicatrizes de acne, rugas superficiais e irregularidades na textura da pele. Ainda assim, a dermatologista ressalta que a decisão deve ser sempre individualizada, considerando o tipo de pele e os riscos envolvidos.
No entanto, nem todo mundo pode se submeter ao procedimento. Segundo Larissa, o peeling é contraindicado em casos de infecções ativas, histórico de cicatrização inadequada (como queloides), uso recente de determinados medicamentos ou quando o paciente não consegue seguir corretamente os cuidados pós-procedimento.
Entre os riscos mais comuns estão vermelhidão prolongada, sensibilidade e manchas, como a hiperpigmentação pós-inflamatória. Em casos mais raros, podem ocorrer infecções ou cicatrizes.
Riscos e cuidados
Algumas pessoas precisam de atenção redobrada antes de investir em peelings mais fortes. “Peelings profundos devem ser usados com muita cautela em peles negras ou mais sensíveis devido ao maior risco de manchas e cicatrizes”, esclarece a dermatologista.
Veja os principais pontos:
- Maior risco de manchas: pacientes com fototipos mais altos, como peles morenas e negras, têm maior predisposição à hiperpigmentação pós-inflamatória;
- Histórico de melasma: pode haver risco de efeito rebote, principalmente quando o tratamento não é bem indicado;
- Exposição solar: aumenta significativamente as chances de complicações;
- Peles sensíveis: exigem abordagens mais graduais e seguras
Cuidados antes e depois do peeling
Para conquistar bons resultados e evitar complicações, o cuidado começa antes mesmo do procedimento e se estende ao pós.
Antes do peeling:
- Uso de ácidos tópicos e clareadores
- Fotoproteção rigorosa
- Preparação da pele para uniformizar a resposta
Depois do peeling:
- Evitar exposição solar
- Usar protetor solar diariamente
- Manter hidratação intensa da pele
- Não remover as “casquinhas” durante a descamação
Seguir todas as orientações médicas
Peeling de fenol
O peeling de fenol, antes conhecido como um dos mais profundos, está proibido no Brasil pela Anvisa desde 2024. Segundo a dermatologista, o procedimento exigia indicação criteriosa e só podia ser realizado em ambiente controlado, com monitoramento médico, devido aos riscos sistêmicos, inclusive cardíacos. Hoje, a recomendação é optar por alternativas mais seguras e regulamentadas, sempre com avaliação individualizada.
Mitos sobre peelings
Apesar da popularidade do procedimento, ainda existem muitas ideias equivocadas sobre os peelings mais fortes. Um dos mitos mais comuns é acreditar que quanto maior a descamação, melhores serão os resultados, o que nem sempre é verdade. Também é frequente a crença de que o peeling resolve qualquer tipo de mancha ou que oferece resultados imediatos. Na prática tudo depende de uma boa indicação, preparo adequado e cuidados após o procedimento.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1511, de 17 de abril de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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