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Mãe de pet: o que a ciência revela sobre o vínculo que imita a maternidade

Pesquisas indicam que o vínculo afetivo com animais reflete a maternidade real, mas especialistas alertam para excesso de humanização

Jéssica Batista Por Jéssica Batista
10/05/2026
Em Comportamento
mãe de pet

Mãe de pet: o que a ciência revela sobre o vínculo que imita a maternidade - Crédito: FreePik

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No Dia das Mães, milhões de mulheres que dividem a rotina com cães e gatos também se reconhecem no papel de cuidadoras. Entre fotos nas redes sociais, comemorações e homenagens, a expressão “mãe de pet” ganha cada vez mais espaço, mas também levanta debates sobre os limites da relação entre humanos e animais.

Embora algumas pessoas ainda encarem o termo com resistência, pesquisas recentes mostram que o vínculo emocional com os pets pode despertar sentimentos legítimos de afeto, proteção e responsabilidade. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a chamada humanização de pets exige equilíbrio para não comprometer o bem-estar animal.

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Segundo a psicoterapeuta e pesquisadora Renata Roma, chamar-se de mãe de pet não representa, necessariamente, uma confusão entre humanos e animais. “Não se trata de comparar maternidades, mas de traduzir um sentimento em relação ao pet”, explica a especialista.

Mãe de pet: pesquisas apontam vínculo emocional real

Os estudos de Lawson (2025) e Volsche (2018) indicam que muitas pessoas desenvolvem uma identidade de cuidado muito forte com seus animais. Além disso, mulheres com ou sem filhos podem experimentar sentimentos maternais em relação aos pets.

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Ainda assim, os pesquisadores fazem um alerta importante. A humanização de pets pode se tornar prejudicial quando o tutor deixa de respeitar os comportamentos naturais do animal. Ou seja, amar o pet não significa tratá-lo como humano o tempo inteiro.

Vestir roupas desconfortáveis, forçar poses para fotos ou ignorar sinais de estresse são exemplos que podem comprometer o bem-estar animal. Portanto, o problema não está no termo mãe de pet, mas na forma como essa relação acontece no cotidiano. “Se a ideia é cuidar, independentemente do termo utilizado, as necessidades do animal precisam ser a maior prioridade”, reforça Renata Roma.

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mãe de pet
Mãe de pet: o que a ciência revela sobre o vínculo que imita a maternidade – Crédito: FreePik

Humanização de pets exige equilíbrio

De acordo com a pesquisadora, muitas pessoas evitam usar a expressão mãe de pet em alguns ambientes, justamente para não enfrentar julgamentos. Por outro lado, há quem abrace o termo com naturalidade, especialmente em datas afetivas como o Dia das Mães.

A especialista explica que os animais ocupam, cada vez mais, um espaço importante nas dinâmicas familiares modernas. Além disso, o vínculo emocional com os pets pode trazer benefícios psicológicos, reduzir a solidão e fortalecer o senso de companhia.

No entanto, ela reforça que a prioridade sempre deve ser o animal. Antes de qualquer demonstração de carinho, vale refletir:

  • O pet está confortável?
  • As necessidades naturais dele estão sendo respeitadas?
  • Existe excesso de projeção emocional nessa relação?

Essas perguntas ajudam a identificar se o cuidado está saudável ou se a humanização de pets começou a ultrapassar limites importantes.

Resumo: O termo mãe de pet divide opiniões, mas pesquisas mostram que o vínculo emocional com animais pode ser profundo e saudável. Especialistas alertam, porém, que a humanização excessiva pode prejudicar o bem-estar animal. No Dia das Mães, o debate reforça diferentes formas de cuidado e afeto.

Leia também:

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Tags: bem-estar animalDia das MãesHumanização de petsMãe de Pet
Jéssica Batista

Jéssica Batista

Jéssica Batista é jornalista formada pela Universidade Cidade de São Paulo. Apaixonada por séries, cinema e por contar boas histórias, em AnaMaria escreve sobre comportamento, gastronomia e atualidades.

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