Uma discussão sobre resultado capilar terminou em violência dentro de um salão de beleza na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. A cliente Laís Gabriela Barbosa da Cunha atacou o cabeleireiro Eduardo Ferrari com uma faca após alegar ter sofrido um corte químico durante um procedimento realizado semanas antes no local.
Segundo informações divulgadas pelo g1, imagens mostram o antes e depois do atendimento feito no salão. Inicialmente, a cliente teria saído satisfeita com o resultado e até publicado elogios nas redes sociais. No entanto, dias depois, passou a reclamar do cabelo, pedir reembolso e enviar mensagens com ameaças ao estabelecimento.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, principalmente porque vídeos gravados após o ataque mostram Laís afirmando que teve o cabelo danificado. Entretanto, a defesa do cabeleireiro nega que tenha ocorrido um corte químico.
Corte químico: o que é e como acontece?
O corte químico acontece quando a fibra capilar sofre uma ruptura intensa causada, principalmente, pela incompatibilidade entre químicas ou pelo excesso de procedimentos nos fios. Em geral, descolorações, progressivas, alisamentos e colorações sucessivas podem fragilizar a estrutura capilar.
Quando isso ocorre, o cabelo costuma apresentar textura emborrachada, quebra acentuada, ressecamento extremo e perda de elasticidade. O problema pode surgir imediatamente após o procedimento ou alguns dias depois, dependendo do estado dos fios.

No caso envolvendo Eduardo Ferrari, a advogada Quecia Montino afirmou que o salão não realizou nenhum procedimento capaz de provocar um corte químico. Segundo ela, a cliente reclamava do comprimento da franja e do formato do corte.
“Não teve corte químico no cabelo dela. O que ela está questionando e chegou aqui reclamando foi com relação ao corte, que ela disse que ele cortou demais, o cabelo dela estragou. Só que ele nem realizou o corte no cabelo dela porque ela não tinha dinheiro para pagar outro procedimento”, afirmou a representante do cabeleireiro em depoimento reproduzido pela imprensa.
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Ataque aconteceu enquanto cabeleireiro atendia outra cliente
De acordo com o boletim de ocorrência, o ataque aconteceu na tarde de terça-feira (5), na Avenida Marquês de São Vicente. Câmeras de segurança registraram o momento em que Laís conversa com o profissional enquanto ele atendia outra cliente. Em seguida, ela retira uma faca da bolsa e o golpeia pelas costas.
Funcionários e seguranças conseguiram conter a mulher logo depois da agressão. Apesar do susto, Eduardo Ferrari sofreu apenas um ferimento superficial e passou por exame de corpo de delito.
Ainda segundo depoimentos prestados à Polícia Civil, a cliente começou a demonstrar insatisfação cerca de uma semana após o procedimento realizado em 7 de abril. Um funcionário relatou que ela chegou a ameaçar “tacar fogo” no cabeleireiro.
O que fazer ao identificar danos nos fios?
Especialistas recomendam procurar avaliação profissional ao perceber sinais de quebra intensa ou alterações severas na textura do cabelo. Dermatologistas e tricologistas podem ajudar a identificar se houve realmente um corte químico ou outro tipo de dano capilar.
Em situações de insatisfação com serviços estéticos, a orientação é buscar diálogo e, se necessário, recorrer às vias legais. A Secretaria da Segurança Pública informou que a mulher confessou o ataque. O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão.
Resumo: O caso envolvendo a cliente que atacou um cabeleireiro em São Paulo levantou dúvidas sobre o que caracteriza um corte químico. A defesa do profissional nega danos causados pelo salão, enquanto a polícia investiga o ataque registrado por câmeras de segurança. Especialistas alertam que procedimentos químicos exigem avaliação cuidadosa para evitar danos aos fios.
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