A escovação facial virou tendência nas redes sociais e promete deixar a pele mais bonita, macia e iluminada. No entanto, apesar da popularidade, especialistas fazem um alerta importante: a prática exige cuidado e não funciona para todo mundo. Também chamada de facial dry brushing, a técnica consiste em uma esfoliação mecânica feita com escovas específicas. Embora muita gente adote o método sem orientação, dermatologistas reforçam que o uso inadequado pode trazer riscos.
Segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam, a prática até pode trazer benefícios imediatos. O problema surge quando a pessoa exagera na frequência ou na força aplicada. Assim, o que deveria ajudar acaba prejudicando a saúde da pele.
Escovação facial: benefícios existem, mas são temporários
“A escovação facial promove a remoção de células mortas e pode melhorar temporariamente a textura da pele, além de estimular levemente a circulação local”, explica a especialista. Por outro lado, esses efeitos não duram muito. Ou seja, a prática não substitui uma rotina de skincare bem estruturada. Portanto, hidratação, proteção solar e acompanhamento dermatológico continuam sendo essenciais.
Ainda assim, quando feita com moderação e com os produtos adequados, a técnica pode complementar os cuidados. Em outras palavras: o segredo está no equilíbrio.
@tlynanxio Replying to @chuletAchula13 I want to point this out — in this video I’m brushing the opposite side of my face than in my original video to show it’s not about a “better side.” The results come from consistency, not angles. Facial dry brushing helps support lymphatic drainage, remove dead skin, boost circulation and leave my skin looking smoother and more refreshed. If you’re looking for a simple facial exfoliation tool that also supports lymphatic movement, this has been an easy add to my routine. #drybrushing #selfcareroutine #hollistichealth #lymphaticdrainage #selfcare ♬ original sound – Teri Anxio
Riscos da técnica viral que você precisa conhecer
Apesar dos benefícios pontuais, é preciso ficar atenta aos riscos da tendência. O uso de escovas inadequadas ou a aplicação de força excessiva pode causar vermelhidão, ardência e até microlesões.
Além disso, a repetição do atrito prejudica a proteção natural da pele. “A pele do rosto é mais delicada e sensível. Quando há agressão repetida, a barreira de proteção pode ser prejudicada, o que aumenta a vulnerabilidade a irritações, acne e dermatites”, destaca a especialista.
Por isso, pessoas com pele sensível, rosácea ou acne ativa devem evitar a prática. Nesses casos, a escovação facial pode agravar o quadro e intensificar inflamações.
Sinais de alerta e a importância da orientação
Alguns sinais indicam que a técnica não está funcionando bem: descamação excessiva, ardência persistente e aumento da sensibilidade. Nesses casos, o ideal é interromper o uso imediatamente.
Além disso, buscar avaliação dermatológica é fundamental. Afinal, cada pele possui características únicas. “Nem tudo que viraliza é seguro. O cuidado com a pele deve ser individualizado, respeitando as características de cada paciente e baseado em evidência científica”, finaliza a especialista.
Resumo: A escovação facial pode melhorar temporariamente a aparência da pele, mas exige cuidado. Quando feita de forma inadequada, provoca irritações e danos à barreira cutânea. Especialistas recomendam avaliação individual antes de aderir à técnica.
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