Você já parou para somar, real por real, quanto os deliveries pesam em seu orçamento mensal? Uma análise feita pela Klavi, que observou 24,6 milhões de transações mostrou que no primeiro trimestre de 2025 o gasto médio por pessoa chegou a R$ 661, o que significa que, todos os meses, cerca de R$ 220 saem da sua conta apenas com essas facilidades gastronômicas.
Os números mostram que o delivery já faz parte da cultura nacional: mais da metade da população (53,2%) usa os aplicativos com frequência. Em média, cada brasileiro realiza quase cinco transações mensais, com um valor por refeição que gira em torno de R$ 45. Na hora de pagar, a preferência é pela liquidez imediata: 60% dos clientes usam o débito, 23% já aderiram ao Pix e apenas 17% optam pelo cartão de crédito. No total, somente nesse início de ano, os apps movimentaram mais de R$ 1,1 bilhão entre os brasileiros analisados.
Por que recorremos tanto ao delivery?
O problema pode estar escondido na desorganização da rotina. Quando o delivery vira uma regra, perdemos três pilares fundamentais: o controle do que ingerimos, a qualidade nutricional e a nossa autonomia na cozinha. O chef de cozinha Enzo Neto lembra que essas refeições de rua costumam ser carregadas de gordura, sódio e ingredientes ultraprocessados para garantir o sabor rápido.
“O que falta não é tempo, é praticidade. Quando você chega em casa e a geladeira está vazia ou cheia de ingredientes que exigem uma hora de preparo, claro que o delivery parece mais fácil”, explica Enzo. Ele garante que, com uma cozinha minimamente organizada, muitas refeições deliciosas ficam prontas entre 10 e 15 minutos.

Torne sua cozinha funcional
Para quem quer retomar o controle da alimentação e ver o dinheiro sobrar, o chef sugere focar em bases que agilizam o processo:
- Legumes branqueados: cozinhe rapidamente em água fervente e dê um choque térmico no gelo. Eles duram a semana toda na geladeira com cor e textura perfeitas.
- Bases de tempero: deixe potinhos com pasta de alho ou cebola picada prontos. Isso economiza o tempo de descascar e picar na hora da fome.
- Congelados estratégicos: tenha sempre porções de arroz, feijão ou uma proteína com molho prontas para descongelar.
- Praça pronta: mantenha as folhas já higienizadas e secas em potes com papel toalha para que durem mais.
Arroz incrementado
Aprenda a fazer uma refeição completa e que exige pouco esforço. Comece refogando cebola e alho no azeite, adicione uma proteína (pode ser frango em cubos, tiras de carne ou até ovos mexidos) e jogue os legumes que tiver na mão, como cenoura ralada, abobrinha ou milho.
Depois, basta acrescentar o arroz e a água quente. “O prato fica pronto em cerca de 20 minutos, permite infinitas variações e ainda suja quase nada de louça”, diz o chef. Essa técnica de cozinhar pensando em rendimento é o que separa quem economiza de quem gasta com taxas de entrega.
Mude seus hábitos e economize!
Mudar um hábito financeiro e alimentar exige estratégia. Ideal que a transição seja gradual para que o cérebro não sinta falta da recompensa imediata:
- Não corte radicalmente: comece substituindo dois ou três pedidos na semana por jantares feitos em casa.
- Tenha refeições coringas: mantenha sempre aquela lasanha caseira ou um caldo congelado para as noites em que o cansaço vencer.
- Reserve um dia oficial: escolha um dia da semana (como o sábado) para pedir seu delivery favorito. “Assim ele vira um momento de lazer, e não uma solução para o caos da rotina”, conclui Enzo.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1515, de 3 de abril de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
