A sexta-feira (17) termina mais triste para os fãs de esporte. De acordo com informações divulgadas pelo portal Lance!, o ex-jogador Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, poucos minutos após receber atendimento médico em São Paulo, após passar mal. Conhecido como “Mão Santa”, ele construiu uma trajetória única no basquete mundial.
Logo após o mal-estar, Oscar Schmidt foi encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), onde recebeu atendimento. No entanto, não resistiu. A notícia abala profundamente o esporte brasileiro, já que Oscar Schmidt não foi apenas um atleta — ele virou símbolo de uma geração.
Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Oscar Schmidt acumulou recordes impressionantes. Ele marcou quase 50 mil pontos e se tornou referência global no basquete. O ex-jogador liderou a seleção brasileira em momentos históricos e fez escolhas que definiram sua trajetória. Confira a seguir três momentos que ficaram para a história do esporte:
Pan de 1987: a vitória histórica sobre os Estados Unidos
Sem dúvida, um dos capítulos mais marcantes da carreira de Oscar Schmidt aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Na ocasião, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115, em plena casa dos adversários.
Naquele jogo, Oscar Schmidt foi decisivo. Mesmo com desvantagem no placar durante boa parte da partida, a equipe brasileira reagiu. Assim, com precisão nos arremessos, especialmente nas bolas de três pontos, virou o jogo e conquistou um título histórico.
Esse momento entrou para a memória do esporte nacional como uma das maiores vitórias de todos os tempos.
Olimpíadas de Seul 1988: os 55 pontos inesquecíveis
Outro feito que reforça o talento de Oscar Schmidt aconteceu nas Olimpíadas de Seul, em 1988. Na partida contra a Espanha, ele marcou 55 pontos — o maior número já registrado em um único jogo olímpico.
Além disso, Oscar Schmidt participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Por isso, tornou-se o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos.
Seu desempenho consolidou seu nome entre os maiores jogadores do mundo, mesmo sem ter atuado na NBA.
Recusa à NBA para defender a Seleção Brasileira
Embora tenha sido escolhido no draft da NBA em 1984, Oscar Schmidt tomou uma decisão incomum: recusou jogar na liga americana. Na época, jogadores da NBA não podiam defender suas seleções.
Por isso, Oscar Schmidt priorizou a Seleção Brasileira. Ele preferiu seguir representando o país em competições internacionais, o que reforçou ainda mais sua identificação com o Brasil. Essa escolha marcou sua carreira e mostrou seu compromisso com a camisa verde e amarela.
Legado de Oscar Schmidt vai além das quadras

Mesmo após a aposentadoria, Oscar Schmidt continuou ativo. Ele passou a ministrar palestras e compartilhar sua história com diferentes públicos.
Além disso, entrou para o Hall da Fama da FIBA e também para o Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos. Portanto, seu legado ultrapassa fronteiras e gerações.
Resumo: Oscar Schmidt morreu aos 68 anos e deixou um legado histórico no basquete. Ele protagonizou momentos inesquecíveis, como o Pan de 1987 e os Jogos Olímpicos. Sua trajetória segue como inspiração para atletas e fãs do esporte.
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