O universo de The Handmaid’s Tale ganha um novo capítulo com a estreia de Os Testamentos, disponível no Disney+. A nova série se passa cerca de 15 anos após os acontecimentos da produção original e acompanha um momento em que o regime de Gilead ainda existe, mas começa a mostrar sinais de instabilidade. Diferente da narrativa anterior, agora o foco está em uma nova geração de personagens.
Nova perspectiva dentro de Gilead
A trama acompanha jovens que crescem dentro do sistema e são educadas para assumir papéis impostos pelo regime. Entre elas está Daisy, personagem que vive fora de Gilead e acaba se envolvendo com esse universo, além de outras garotas que vivem diretamente sob as regras do sistema.
“Você não precisa estar familiarizado com ‘The Handmaid’s Tale’ para assistir. É uma série própria, tem uma abordagem nova. A cinematografia, a música, é tudo muito diferente”, afirma Lucy Halliday. A proposta amplia o olhar sobre Gilead ao mostrar como é crescer dentro desse ambiente.
Margaret Atwood e o impacto da obra
A série é baseada no livro Os Testamentos, sequência de O Conto da Aia, ambos escritos por Margaret Atwood. Com mais de 40 livros publicados, a autora é uma das principais referências da ficção especulativa. Suas obras abordam temas como poder, controle social e direitos individuais.
“Esse universo é uma distopia literária – um mundo pior do que o nosso –, e a influência para escrever veio da própria distopia”, escreveu a autora. Ela também destaca que a inspiração para a continuação veio tanto de perguntas do público quanto de reflexões sobre a sociedade atual.
Série aposta em temas universais
Apesar do cenário distópico, a nova produção também explora questões comuns da juventude, como amizade, pertencimento e construção de identidade. “As jovens mulheres conseguem cuidar umas das outras em circunstâncias muito intensas e surreais”, afirma Rowan Blanchard.
A dinâmica entre as personagens traz elementos que lembram experiências da adolescência, como relações sociais e conflitos pessoais, mesmo dentro de um contexto mais rígido.

Tom diferente da série original
Desenvolvida pelo mesmo showrunner, Bruce Miller, a nova produção apresenta uma abordagem diferente da série original. Enquanto The Handmaid’s Tale focava na experiência das aias, “Os Testamentos” amplia o olhar para outras vivências dentro de Gilead. A narrativa também incorpora elementos de amadurecimento e resistência, explorando como essas personagens lidam com o ambiente em que vivem.
Expectativa de alcançar novo público
A nova série busca atrair não apenas quem já acompanhava a história, mas também uma audiência mais jovem. “Se uma pessoa assistir à série e, por causa disso, mudar sua forma de pensar sobre algo na sociedade de hoje, vou sentir que fomos bem-sucedidas”, afirma Lucy Halliday.
A proposta é apresentar o universo criado por Margaret Atwood a uma nova geração, mantendo os temas centrais que marcaram a obra original.
Resumo:
A série “Os Testamentos”, continuação de “The Handmaid’s Tale”, estreia no Disney+ e mostra uma nova geração vivendo em Gilead. Baseada no livro de Margaret Atwood, a produção amplia a narrativa e aposta em personagens jovens para explorar novos pontos de vista da história.
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