Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revela que 39% dos pais brasileiros já dão mesada aos filhos.
O dado mostra que o contato com o dinheiro começa cedo, mas especialistas alertam que, sem orientação e regras claras, a prática pode se limitar ao consumo imediato.
Para a psicóloga Priscila Rossi, idealizadora da Escola da Educação Financeira Infantil, a mesada deve ser encarada como ferramenta educativa. “Dar mesada sem regras é uma oportunidade desperdiçada. O dinheiro precisa vir acompanhado de combinados claros e reflexão sobre escolhas”, afirma.
Segundo a especialista, a mesada não deve funcionar como prêmio por bom comportamento, mas como simulação da vida adulta, em que é preciso dividir recursos entre consumo, reserva e objetivos futuros.
Ela destaca que a ausência de orientação pode gerar associação do dinheiro apenas ao gasto imediato, dificuldade em lidar com frustrações e falta de visão de longo prazo. “Quando a criança aprende desde cedo que dinheiro envolve escolha, limite e planejamento, desenvolve responsabilidade e autonomia”, explica.
Priscila recomenda definir valor fixo e periodicidade, dividir a quantia em categorias, estimular o registro de gastos e manter diálogo aberto sobre decisões financeiras.
Para ela, em um cenário de alto endividamento no país e de consumo cada vez mais digital, estruturar a mesada com propósito é passo importante para formar adultos mais conscientes.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1511, de 3 de abril de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
