O Brasil abriga hoje cerca de 160,9 milhões de animais de estimação, segundo o Instituto Pet Brasil. São mais de 90 milhões de cães e gatos. Dados do IBGE indicam que os cães estão presentes em 44,3% dos lares brasileiros. A Abempet aponta que há mais casas com pets do que com crianças no país.
Esse cenário ajuda a entender por que os momentos compartilhados com os animais passaram a ocupar um espaço relevante na vida emocional dos tutores.
Interação
Uma pesquisa da Mintel revelou que 81% dos tutores acreditam que os petiscos fortalecem o vínculo com seus animais. Embora o dado se refira especificamente aos snacks, ele aponta para algo maior: a importância dos rituais.
O ato de oferecer um agrado, escovar o pelo, brincar por alguns minutos ou sair para caminhar não é apenas funcional. São pausas estruturadas no dia que exigem presença.
O momento do agrado é uma oportunidade de interação, reforço positivo e conexão. Quando o responsável escolhe um snack de qualidade e oferece de forma equilibrada, ele contribui não só para a rotina alimentar do cão, mas para a construção de uma relação mais próxima e saudável, estimulando o bem-estar global do pet”, explica Mayara Andrade, médica-veterinária da GranPlus. Ou seja, o benefício não está apenas no alimento em si, mas na interação que ele proporciona.
Passeios frequentes
Animais funcionam com previsibilidade. Horários de alimentação, passeio e descanso ajudam o pet a se sentir seguro. Curiosamente, essa organização também impacta o tutor.
Ter horários definidos para sair com o cachorro, por exemplo, cria pausas obrigatórias no dia. Em vez de trabalhar sem interrupção por horas, o responsável precisa levantar, caminhar, mudar de ambiente.
Essa quebra na lógica produtiva pode reduzir a sensação de sobrecarga. Interações com animais estão associadas à diminuição do estresse e ao aumento da sensação de conexão emocional. “Interações frequentes com animais podem contribuir para a redução do estresse, a organização da rotina e o fortalecimento emocional, traduzido em mais calma, presença e conexão no dia a dia”, afirma.
Atenção no agora
Em um contexto urbano marcado por excesso de telas e estímulos constantes, o cuidado com o animal exige atenção ao momento presente. Observar se o pet está se alimentando bem, se apresenta mudanças de comportamento ou se precisa de atividade física direciona o foco para o agora.
Esse tipo de atenção reduz a dispersão mental. Não se trata de transformar o animal em recurso terapêutico, mas de reconhecer que a convivência cria oportunidades de desaceleração.

Como tornar esses rituais mais conscientes
Para que a rotina com o pet realmente contribua para o bem-estar, algumas atitudes ajudam:
Estabeleça horários fixos
Regularidade transmite segurança ao animal e organiza a rotina do tutor.
Use o momento do snack como reforço positivo
Evite oferecer petiscos de forma automática. Associe o agrado a comportamentos desejados ou a momentos específicos de interação.
Inclua brincadeiras curtas ao longo do dia
Sessões de 10 a 15 minutos já estimulam o pet e criam pausas saudáveis na agenda.
Transforme o passeio em exercício para ambos
Caminhadas não precisam ser apressadas. Aproveite para respirar, observar o ambiente e reduzir o ritmo.
Observe sinais de estresse no animal
Agitação excessiva, apatia ou mudanças no apetite merecem atenção. O cuidado com o pet também envolve responsabilidade com a saúde física e emocional dele.
Escolha produtos adequados
Snacks devem ser oferecidos com moderação e de acordo com orientação veterinária. O excesso pode gerar sobrepeso e problemas metabólicos.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1511, de 3 de abril de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
