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Misoginia: o que muda com a nova lei aprovada no Senado?

Projeto equipara misoginia ao racismo, endurece penas e amplia o combate à violência contra mulheres no Brasil

Jéssica Batista Por Jéssica Batista
25/03/2026
Em Atualidades
feminicídio no Brasil

Números recentes apontam escalada da violência contra a mulher - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Senado Federal aprovou, na última terça-feira (24), um projeto de lei que pode mudar de forma significativa o combate à violência de gênero no Brasil. A proposta criminaliza a misoginia e a equipara ao crime de racismo — ou seja, trata esse tipo de conduta com mais rigor na legislação.

Além disso, o texto define a misoginia como qualquer manifestação de ódio, desprezo ou aversão às mulheres baseada na ideia de superioridade masculina. Na prática, isso inclui ofensas, discriminação e até a incitação desse comportamento, inclusive no ambiente online.

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Após a aprovação unânime no Senado, o projeto seguiu novamente para análise da Câmara dos Deputados. Caso os parlamentares aprovem a proposta, ela seguirá para sanção presidencial.

Misoginia: entenda o que muda com a nova proposta

A principal mudança trazida pelo projeto está no enquadramento da misoginia como crime equivalente ao racismo. Com isso, a conduta passa a ser considerada imprescritível e inafiançável. Ou seja, não perde a validade com o tempo e não permite pagamento de fiança.

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Além disso, as punições se tornam mais severas. A prática de injúria motivada por misoginia pode levar a penas de 2 a 5 anos de prisão, além de multa. Já casos de indução ou incitação ao preconceito podem resultar em reclusão de 1 a 3 anos.

Segundo a relatora do projeto, senadora Soraya Thronicke, a proposta busca agir na raiz do problema. “A violência começa muito antes da agressão física, e a misoginia é uma dessas etapas iniciais”, afirmou durante a votação.

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feminicídio
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam aumento nas mortes por feminicídio e apontam perfil das vítimas e agressores – Crédito: FreePik

Como a lei pode impactar o dia a dia das mulheres

A nova legislação amplia a proteção às mulheres ao reconhecer que a violência não começa apenas com agressões físicas. Pelo contrário, ela também se manifesta em discursos, ofensas e comportamentos discriminatórios.

Especialistas apontam que a tipificação da misoginia pode ajudar a coibir práticas comuns nas redes sociais, onde discursos de ódio costumam se espalhar com rapidez. Dessa forma, o projeto também fortalece o enfrentamento à violência digital.

Por outro lado, o texto gerou debate entre parlamentares. Enquanto alguns defenderam a importância da medida, outros levantaram questionamentos sobre a inclusão da misoginia na Lei do Racismo. Ainda assim, o plenário manteve a proposta original.

O que acontece agora com o projeto?

Agora, o projeto de lei segue para a Câmara dos Deputados. Se aprovado, ele será encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, a nova regra passa a valer após publicação oficial.

No entanto, se houver veto — total ou parcial —, o texto retorna ao Congresso para nova análise. Já em caso de rejeição na Câmara, o projeto será arquivado.

Resumo: O Senado aprovou um projeto que criminaliza a misoginia e a equipara ao racismo. A medida endurece penas e amplia a proteção contra violência de gênero. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor.

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Tags: direitos das mulheresmisoginiaSenado Federalviolência contra a mulher
Jéssica Batista

Jéssica Batista

Jéssica Batista é jornalista formada pela Universidade Cidade de São Paulo. Apaixonada por séries, cinema e por contar boas histórias, em AnaMaria escreve sobre comportamento, gastronomia e atualidades.

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