O eclipse lunar total desta terça-feira (3) já passou da fase total, mas deixou muita gente intrigada com a chamada Lua de Sangue. Embora o Brasil não tenha visto o auge do fenômeno, o espetáculo chamou atenção na Ásia, Austrália, Ilhas do Pacífico e em parte das Américas. Afinal, por que a Lua fica vermelha?
A explicação envolve ciência, posição dos astros e um efeito óptico surpreendente. Quando a Terra se alinha diretamente entre o Sol e a Lua, ela projeta sua sombra sobre o satélite natural. Ainda assim, parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e sofre dispersão. Como resultado, os tons azulados se espalham e a luz avermelhada predomina — por isso a Lua de Sangue ganha esse aspecto carmesim, segundo a NASA.
Logo após o início do eclipse penumbral, às 5h44 (horário de Brasília), a Lua começou a escurecer de forma sutil. Em seguida, às 6h50, o eclipse parcial avançou. Já a fase total ocorreu entre 8h04 e 9h02 — invisível no Brasil..
Eclipse lunar total: por que a Lua fica vermelha?
Durante o auge do fenômeno, a Terra bloqueia a luz direta do Sol. No entanto, a atmosfera terrestre funciona como um filtro natural. Ela espalha as cores de menor comprimento de onda e permite que os tons avermelhados atinjam a superfície lunar.
Além disso, fatores como poluição e partículas na atmosfera podem intensificar ou suavizar a coloração. Portanto, cada eclipse lunar total apresenta nuances diferentes. De acordo com o Dr. C. Alex Young, diretor associado de comunicação científica da divisão de heliofísica do Centro Goddard, da NASA, não é preciso telescópio sofisticado para observar o fenômeno — basta olhar para o céu, se as condições climáticas ajudarem.

Esse foi o último de três eclipses lunares totais consecutivos iniciados em março e setembro de 2025. O próximo só ocorrerá em 31 de dezembro de 2028. Ou seja, quem aprecia a Lua de Sangue terá que esperar alguns anos para rever o espetáculo completo.
Lua de Sangue e os muitos nomes da Lua cheia
Embora o termo Lua de Sangue tenha se popularizado, diferentes culturas nomeiam a Lua cheia de março de outras formas. O tradicional Almanaque dos Fazendeiros cita nomes como “Lua das Minhocas”, ligada ao degelo da primavera no Hemisfério Norte.
Povos indígenas da América do Norte também criaram denominações próprias. Tribos próximas aos Grandes Lagos chamam o período de “Lua da Crosta de Neve”. Já grupos das Grandes Planícies utilizam o termo “Lua dos Olhos Doloridos”, em referência ao reflexo intenso do sol na neve.
Além desse fenômeno, 2026 ainda reserva 13 luas cheias, incluindo uma “Lua Azul” em 31 de maio.
Resumo: O eclipse lunar total fez a chamada Lua de Sangue surgir em tom avermelhado devido à filtragem da luz solar pela atmosfera da Terra. O Brasil não viu a fase total, mas o fenômeno reforça o encanto dos eclipses. O próximo eclipse lunar total acontecerá apenas em 2028.
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