Se você tem empresa ou pensa em abrir uma, provavelmente já ouviu falar no CNPJ alfanumérico. A mudança foi anunciada pela Receita Federal do Brasil e começa a valer em julho de 2026. Mas, afinal, o que isso significa na prática?
A principal informação é tranquilizadora: quem já possui CNPJ não precisará alterar nada. O número atual continua válido normalmente. A novidade vale apenas para novas inscrições e filiais abertas a partir da data.
CNPJ alfanumérico: o que é e por que ele foi criado?
Hoje, o CNPJ é formado apenas por números. No entanto, o Brasil registra um crescimento constante na abertura de empresas. Para se ter uma ideia, quase 400 mil novos negócios foram criados apenas em julho de 2024, segundo dados oficiais.
Diante desse cenário, a Receita Federal decidiu ampliar as possibilidades de combinações. Assim surgiu o CNPJ alfanumérico, que mistura letras e números, mas mantém os 14 caracteres tradicionais.
A estrutura continuará parecida:
- 8 primeiros caracteres: identificam a empresa (raiz);
- 4 seguintes: indicam filial ou unidade;
- 2 últimos: continuam sendo os dígitos verificadores (sempre números).
Ou seja, o formato muda, mas a lógica geral permanece. Além disso, o processo de abertura seguirá o mesmo pela Redesim. Portanto, o empresário não enfrentará novas etapas burocráticas.
Como funciona o novo formato CNPJ na prática?
A dúvida mais comum envolve o cálculo do dígito verificador. Apesar da inclusão de letras, o novo formato CNPJ mantém o cálculo pelo método Módulo 11 — o mesmo já utilizado hoje.
A diferença é simples: antes de fazer a conta, o sistema transforma as letras em números por meio da tabela ASCII. Depois, aplica os pesos e chega ao resultado final normalmente.
Em outras palavras, o processo continua seguro e confiável. A mudança acontece mais nos bastidores tecnológicos do que na rotina do empresário.
O que as empresas devem fazer agora?
Embora a obrigatoriedade comece apenas em junho de 2026, vale a pena se organizar desde já. Principalmente empresas que utilizam sistemas próprios de gestão, emissão de notas fiscais ou plataformas de e-commerce.
Veja os principais pontos de atenção:
- Atualizar bancos de dados para aceitar letras e números;
- Ajustar sistemas que validam ou consultam CNPJ;
- Treinar equipes administrativas e fiscais;
- Acompanhar comunicados oficiais no portal gov.br.
Segundo a Receita, haverá um ambiente de testes em parceria com o Serpro para que empresas possam validar integrações antes da implementação oficial.
Vale reforçar: não haverá custo ou necessidade de alterar CNPJs já existentes. Contudo, companhias que desenvolvem softwares ou dependem de sistemas automatizados precisarão adaptar suas ferramentas.
Você pode consultar todos os detalhes técnicos e a Instrução Normativa nº 2.229/2024 diretamente na página oficial da Receita Federal: https://www.gov.br/receitafederal.
O CNPJ alfanumérico garante que o Brasil continue abrindo empresas sem risco de esgotar os registros. Além de ampliar as combinações possíveis, a medida moderniza o ambiente de negócios e prepara o país para um cenário cada vez mais digital.
Resumo: O CNPJ alfanumérico entra em vigor em julho de 2026 para novas empresas. Quem já tem CNPJ não precisará mudar nada. O novo modelo combina letras e números, mas mantém 14 caracteres. Empresas devem atualizar sistemas para aceitar o novo formato.
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