O Carnaval dos Espíritas
“Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (Apóstolo Paulo)
Muitas pessoas têm a curiosidade de saber se espírita pode pular carnaval.
A resposta é simples: pode sim. Espírita pode tudo. Só não pode acreditar que em meio à farra, bebida, droga, sexo casual etc, estará na companhia de espíritos superiores a lhe protegerem.
Quer dizer que no carnaval só tem coisa errada? Não, mas a chance de ficar isolado mentalmente no meio da promiscuidade que virou o carnaval de hoje em dia é muito pequena, embora filosoficamente seja possível atravessar um pântano e chegar limpo do outro lado.
Arrisca quem quiser.
A Doutrina Espírita nos esclarece que estamos acompanhados em tempo integral por espíritos desencarnados, cuja influência sobre nossos pensamentos e ações é muito maior do que imaginamos, influência essa que será diretamente proporcional ao nosso padrão de conduta.
Conheço gente que vai a blocos de carnaval para dançar, brincar e se divertir sadiamente, mas são uma ínfima minoria que precisa estar muito atenta para não se deixar levar pela massa.
Numa comparação bem tosca, podemos pensar assim: você pode entrar na ala de doenças infecciosas de um hospital sem sair contaminado?
Pode sim, mas se você não tem dever profissional, muito menos sabe exatamente como está sua imunidade, é melhor não arriscar.
O carnaval é uma boa época para um passeio, para o repouso e tantas outras atividades que podem ser feitas com menos exposição, mas reforço o já afirmado: pode ir sim, mas se possível, não se deixe levar pela massa irresponsável.
Tenha sempre em mente que se queremos a proteção dos bons espíritos, devemos estar permanentemente em sintonia com eles e pode ter certeza que entidades de luz guardam prudencial distância dessa e de qualquer outra forma de bagunça.
Como proceder então?
Cada um no seu tempo, do seu jeito, deve procurar o melhor para si e para o semelhante. Não existem proibições ou pecados. Apenas consequências, o que merece uma atenção especial.
Há males maiores, alguns podem alegar? Sim, mas que certamente não justificam os menores, nem é o assunto que tratamos aqui.
Pronto, falei!
Edson Sardano








