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Nova esperança para lesão medular: o que já se sabe sobre a polilaminina

Desenvolvida no Brasil, a polilaminina avança para testes em humanos e desperta a esperança de regeneração da medula espinhal

Jéssica Batista Por Jéssica Batista
19/02/2026
Em Bem-estar e Saúde
polilaminina

Nova esperança para lesão medular: o que já se sabe sobre a polilaminina - Crédito: Divulgação

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A ciência brasileira acaba de dar um passo relevante no enfrentamento da lesão medular. Após quase três décadas de pesquisa, a polilaminina recebeu autorização da Anvisa para iniciar a fase 1 de testes clínicos em humanos. Embora ainda seja um tratamento experimental, o avanço desperta a esperança de pacientes que hoje convivem com limitações severas e poucas opções terapêuticas.

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a polilaminina é uma versão modificada da laminina, proteína produzida naturalmente pelo corpo humano. Segundo os cientistas, ela atua como um “andaime biológico”, favorecendo a regeneração da medula ao estimular o crescimento dos axônios — estruturas essenciais para a transmissão dos impulsos nervosos. 

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Polilaminina: como funciona a nova aposta da ciência?

A polilaminina é produzida a partir da laminina extraída da placenta humana, um material rico nessa proteína. A pesquisa, conduzida pela UFRJ em parceria da farmacêutica Cristália, envolve doação voluntária de placentas, extração, purificação e aplicação do composto diretamente na medula durante cirurgia. Assim, a substância cria uma rede que orienta o crescimento das células nervosas, mecanismo já observado em modelos experimentais.

Estudos preliminares conduzidos no Brasil mostraram respostas variadas. Em um grupo pequeno de pacientes com lesão medular grave, alguns apresentaram recuperação parcial e outros surpreenderam com ganhos motores considerados fora do padrão histórico. No entanto, os dados ainda não passaram por revisão por pares, o que exige cautela.

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Avanços científicos, cautela clínica e o fator humano

No início de 2026, a polilaminina entrou oficialmente na fase 1 dos testes clínicos. Essa etapa vai avaliar a segurança da substância em cinco pacientes com lesão medular completa, aplicando o tratamento experimental até 72 horas após o trauma. O estudo envolve o Hospital das Clínicas da USP, a Santa Casa de São Paulo e a AACD, referência em reabilitação.

Tatiana Coelho de Sampaio
Quem é Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora que pode trazer Prêmio Nobel para o Brasil? – Crédito: Divulgação

Apesar disso, alguns pacientes já obtiveram acesso ao composto por decisões judiciais. Um dos casos mais conhecidos é o da nutricionista Flávia Bueno, tratada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Do ponto de vista científico, a líder das pesquisas, Tatiana Sampaio, alerta que o uso fora de protocolos é inadequado. Ainda assim, ela reconhece que o sofrimento humano pesa nas decisões judiciais.

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O que esperar dos próximos anos?

Se a fase 1 confirmar a segurança da polilaminina, os estudos avançam para avaliar eficácia e, posteriormente, ampliar o número de pacientes. Segundo os pesquisadores, o processo pode levar alguns anos. Enquanto isso, especialistas reforçam que fisioterapia intensiva continua sendo indispensável para qualquer recuperação neurológica.

Resumo: A polilaminina surge como uma promessa real, embora ainda experimental, no tratamento da lesão medular. Desenvolvida no Brasil, a substância entra agora na fase inicial de testes clínicos. Os resultados preliminares animam, mas especialistas reforçam a necessidade de cautela. A ciência avança, passo a passo, com esperança e responsabilidade.

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Tags: lesão medularpolilamininatratamentos experimentais
Jéssica Batista

Jéssica Batista

Jéssica Batista é jornalista formada pela Universidade Cidade de São Paulo. Apaixonada por séries, cinema e por contar boas histórias, em AnaMaria escreve sobre comportamento, gastronomia e atualidades.

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