Durante muito tempo, o sucesso masculino foi tratado como evidência de competência, enquanto que o feminino, mesmo nos dias atuais, segue como exceção que exige explicação. Em 2026, com discursos sobre igualdade mais presentes do que nunca, a pergunta persiste — e incomoda: por que mulheres bem-sucedidas ainda precisam se justificar?
Uma das vozes que chama atenção e usa sua força para provocar esse debate é e de Dillyene Santana. A empresária e criadora de conteúdo construiu presença digital marcada por uma estética clássica, ao mostrar o mundo do luxo, sem amarras. Talvez por isso, por exercer o direito de se expressar livremente e despida de permissão, que a influenciadora gere tanta polêmica.
Inquieta, ela provoca quando questionada dizendo que espera uma explicação plausível sobre o motivo pelo qual o sucesso feminino ainda é tão perseguido. “Um homem é aplaudido quando exibe prosperidade, mas a mulher é julgada e logo se colocam os rótulos ou perguntas inadequadas: ‘será herança’, ‘será bancada’ ou ‘o que ela faz mesmo?’. Isso é, no mínimo, repugnante”, contesta Dillyene.
Sucesso feminino vigiado em um mundo repleto de juris
A influenciadora questiona esse comportamento já que percebe que na maioria dos casos, as perguntas sobre seu estilo de vida ou patrimônio não vem em entrevistas formais, mas sim, através de comentários maldosos dos chamados bastidores digitais.
“Não quero me posicionar nem vou porque não sou ativista. Também não vou explicar detalhadamente o processo que me fez chegar até aqui porque nem é essa a discussão. O que incomoda é mostrar resultados, e não justificativas. E isso desafia uma expectativa histórica: a de que mulheres devam sempre explicar, suavizar ou pedir licença pelo que conquistam”, fala.
Diante de tantas notícias sobre violência contra a mulher, ela concorda com especialistas ao afirmar que o incômodo não é sobre o dinheiro, é sobre o controle da mulher. “Eu não romantizo o caos nem prego um discurso de mulher-maravilha, apenas, mostro que faço e isso já serve para incomodar. Infelizmente, mulheres bem-sucedidas ainda são pressionadas a: provar que merecem; demonstrar esforço visível; mostrar bastidores ‘sofridos’; humanizar excessivamente a própria vitória. Quando isso não acontece, o sucesso passa a ser tratado como suspeito”, finaliza.







