O ronco costuma virar motivo de piada, mas, na prática, ele afeta a qualidade do sono de quem ronca e de quem dorme ao lado. O barulho noturno pode sinalizar alterações na respiração durante o sono. Nos últimos anos, os dispositivos anti-ronco ganharam espaço justamente por prometerem noites mais silenciosas e descanso melhor.
No entanto, não existe um único aparelho que funcione para todo mundo. Ou seja, a eficácia dos dispositivos anti-ronco depende da causa do ronco, da posição ao dormir, da anatomia das vias aéreas e até de hábitos do dia a dia. Por isso, entender como cada opção atua faz toda a diferença antes da escolha.
Dispositivos anti-ronco: como cada um age no organismo
Os principais dispositivos anti-ronco atuam em diferentes pontos das vias aéreas. Entender a função de cada um ajuda a identificar qual opção pode trazer melhores resultados em cada situação:
- Dilatador nasal: mantém as narinas abertas de forma mecânica, facilitando a passagem do ar pelo nariz. Reduz a respiração pela boca e tende a funcionar melhor em casos de congestão nasal leve ou colapso das narinas ao inspirar.
- Aparelho intraoral: também conhecido como dispositivo de avanço mandibular, posiciona a mandíbula e a língua levemente para frente durante o sono. Como resultado, amplia o espaço na região da garganta e diminui a vibração dos tecidos, uma das principais causas do ronco.
- Travesseiro ergonômico: é projetado para alinhar cabeça, pescoço e coluna cervical. Ele ajuda a manter as vias aéreas menos comprimidas, especialmente em quem dorme de lado ou apresenta ronco relacionado à postura.
- Dispositivo postural: tem como objetivo evitar que a pessoa durma de barriga para cima, posição que favorece o ronco em muitas pessoas. Costuma ser indicado quando o problema é claramente posicional.
Qual opção funciona melhor em cada tipo de ronco?
Em quadros leves, sem apneia do sono, soluções simples costumam trazer bons resultados. Por exemplo, o dilatador nasal e o travesseiro ergonômico ajudam quando o ronco está ligado à postura ou à congestão nasal.

Por outro lado, quando o problema envolve o estreitamento da garganta, o aparelho intraoral tende a ser mais eficaz. Inclusive, estudos clínicos mostram redução significativa do ronco e da apneia leve a moderada com esse tipo de dispositivo, desde que ajustado por um profissional. Em casos mais graves, porém, tratamentos como o CPAP continuam sendo a principal indicação, com os dispositivos atuando apenas como complemento.
Vantagens, limites e avaliação profissional
Cada alternativa apresenta benefícios e restrições claras. O dilatador nasal é acessível e discreto, mas não resolve alterações na garganta. O aparelho intraoral age diretamente na via aérea, embora exija adaptação e acompanhamento odontológico. O travesseiro ergonômico melhora o conforto geral do sono, enquanto o dispositivo postural depende da adesão contínua do usuário.
A melhor escolha passa por avaliação médica ou odontológica. Identificar a origem do ronco é essencial para indicar o tratamento mais eficaz e seguro.
Resumo: O ronco tem múltiplas causas e não existe um único aparelho ideal para todos. Os dispositivos anti-ronco atuam em regiões diferentes das vias aéreas. Avaliação profissional garante mais eficácia e segurança no tratamento.
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