A cantora Maiara, da dupla com Maraisa, voltou a falar abertamente sobre a alopecia androgenética, condição que afetou de forma significativa seus cabelos nos últimos anos. Ao mostrar os fios naturais e comentar o impacto da doença crônica em sua autoestima, a artista acabou jogando luz sobre um problema que atinge milhões de mulheres e homens e que, até hoje, exige tratamento contínuo e sem garantia de reversão total.
Enquanto Maiara segue acompanhamento médico para controlar a condição, pesquisas recentes indicam que novas estratégias podem ampliar as possibilidades de tratamento no futuro, inclusive com foco em regeneração capilar.
O que é a alopecia androgenética?
A alopecia androgenética é o tipo mais comum de queda de cabelo e está ligada a fatores genéticos e hormonais. Ela provoca o afinamento progressivo dos fios, reduz a densidade capilar e, com o tempo, pode levar à calvície em áreas específicas do couro cabeludo.
Embora seja mais associada aos homens, a condição também afeta muitas mulheres, como no caso de Maiara, e costuma se manifestar de forma diferente, com rarefação difusa e alargamento da risca central. Por se tratar de uma doença crônica, o controle depende de tratamento contínuo, iniciado o mais cedo possível.
Como funciona o tratamento atual?
Hoje, o manejo da alopecia androgenética é feito principalmente com medicamentos que atuam em duas frentes, a redução da ação da di-hidrotestosterona, hormônio envolvido na miniaturização dos folículos, e o estímulo à fase de crescimento do fio.
Essas terapias ajudam a desacelerar a queda e a preservar os fios existentes, mas não promovem a regeneração dos folículos já perdidos. Em casos mais avançados, o transplante capilar pode ser indicado, sempre associado ao uso contínuo de medicamentos para manutenção dos resultados.
Uma raiz milenar entra no radar da ciência
Uma revisão científica recente, publicada no Journal of Holistic Integrative Pharmacy, analisou o potencial do Polygonum multiflorum, uma raiz usada há mais de mil anos na medicina tradicional chinesa, como alternativa no tratamento da calvície androgenética.
Segundo os autores, a planta se diferencia das terapias convencionais por atuar em múltiplos mecanismos biológicos ao mesmo tempo. Os estudos avaliados indicam que o composto pode reduzir os efeitos da di-hidrotestosterona, proteger as células do folículo contra morte celular precoce, ativar vias de sinalização associadas ao crescimento capilar, como Wnt e Shh, e melhorar a circulação sanguínea no couro cabeludo.
Essa combinação de ações sugere um efeito mais amplo do que o observado em tratamentos que atuam em um único alvo biológico.
A revisão reuniu dados de experimentos laboratoriais, observações clínicas e registros históricos da fitoterapia chinesa. Os pesquisadores destacam que descrições antigas já associavam a raiz à recuperação da vitalidade dos fios, algo que hoje começa a ser explicado pela biologia moderna.
“Nossa análise faz a ponte entre a sabedoria antiga e a ciência moderna”, afirmou Han Bixian, primeiro autor do estudo. “O que nos surpreendeu foi a consistência com que textos históricos — desde a Dinastia Tang — descrevem efeitos que se alinham perfeitamente com o entendimento atual da biologia capilar. Estudos modernos agora confirmam que isso não é folclore; é farmacologia.”
Regenerar, não apenas frear a queda
Um dos pontos centrais da revisão é a possibilidade de o Polygonum multiflorum não apenas retardar a progressão da calvície, mas também estimular a regeneração capilar. Essa característica, se confirmada em ensaios clínicos robustos, representaria uma mudança importante no tratamento da alopecia androgenética.
O artigo também aponta que, quando devidamente processada, conforme a preparação tradicional, a planta apresenta um perfil de segurança mais favorável, o que pode atrair pacientes que têm receio de efeitos colaterais associados aos medicamentos atuais.
Apesar do entusiasmo, os próprios autores ressaltam que os resultados ainda precisam ser confirmados por estudos clínicos de alta qualidade, capazes de definir dose, forma de uso e eficácia real em humanos. Por enquanto, a raiz não substitui os tratamentos consagrados, mas surge como uma linha promissora de pesquisa.
Para quem convive com a alopecia androgenética, como Maiara, o avanço científico reforça a importância do acompanhamento médico e do olhar atento às novas possibilidades que podem surgir nos próximos anos.
Resumo:
O relato de Maiara sobre a alopecia androgenética trouxe visibilidade à condição, enquanto uma revisão científica recente aponta que uma raiz usada há séculos na medicina chinesa pode abrir novos caminhos para o tratamento da calvície, com potencial de regeneração capilar ainda em estudo.
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