O mês de Fevereiro Roxo, dedicado à conscientização sobre doenças crônicas como a fibromialgia, ganha ainda mais relevância em 2026 com a publicação do novo guideline da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). O documento atualiza as recomendações anteriores e consolida uma mensagem central: fibromialgia não se trata apenas com medicamentos, mas com cuidado contínuo, acompanhamento e uma estratégia terapêutica integrada.
A fibromialgia é uma condição caracterizada por dor crônica difusa, fadiga persistente, alterações do sono e comprometimento cognitivo, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com o novo guideline, o manejo mais eficaz é interdisciplinar, envolvendo exercício físico, educação em saúde, suporte psicológico e terapias baseadas em evidências científicas.
Segundo o neurocirurgião Dr. Luiz Severo, a atualização das diretrizes representa um avanço importante na forma de conduzir o tratamento.
“A fibromialgia é uma condição de dor crônica relacionada à forma como o sistema nervoso processa os estímulos dolorosos. O novo guideline reforça que o tratamento precisa ser contínuo e individualizado, indo muito além da prescrição de medicamentos”, explica.
Entre os pilares do cuidado está o exercício físico regular. A combinação de atividades aeróbicas com fortalecimento muscular apresenta impacto direto na redução da dor, na melhora do sono, na diminuição da fadiga e no aumento da funcionalidade. O documento reforça que a prática deve ser adaptada à realidade e aos limites de cada paciente.
Outro ponto de destaque é a valorização da neuromodulação não invasiva, como a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS) e a estimulação magnética transcraniana. Essas técnicas atuam no sistema nervoso central e têm se mostrado eficazes no controle da dor, especialmente em pacientes com dor nociplástica, comum na fibromialgia.
“A neuromodulação representa uma evolução importante no tratamento da dor crônica, pois permite modular áreas cerebrais envolvidas na percepção da dor, trazendo benefícios clínicos reais para muitos pacientes”, destaca o Dr. Luiz Severo.
O guideline também reconhece evidências científicas favoráveis para práticas integrativas, como a acupuntura, quando utilizadas de forma complementar e baseada em critérios técnicos.

A educação do paciente assume papel central nas novas recomendações. Programas educativos estruturados contribuem para maior adesão ao tratamento, redução do sofrimento emocional e retomada da autonomia. No campo psicológico, terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (CBT) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) seguem como as abordagens com melhor respaldo científico.
Neste Fevereiro Roxo, a mensagem é clara: a fibromialgia exige um olhar ampliado, escuta qualificada e tratamento personalizado. Cuidar da fibromialgia é cuidar da pessoa como um todo — corpo, cérebro e contexto de vida — com ciência, empatia e acompanhamento contínuo.
Dr. Luiz Severo é doutor em Neurocirurgia, é professor, escritor e palestrante, além de coordenador do Centro Paraibano de Dor (CEPDOR) e do Centro de Neuromodulação Neuroequilibrium. Reconhecido em Campina Grande e Recife por sua atuação em neurocirurgia funcional, dor e inovação em medicina neurológica, dedica-se a oferecer tratamentos avançados e de alta precisão.
Contato: @drluizsevero.neurocirurgia.dor







