Paolla Oliveira virou assunto nas redes sociais após ter o nome citado em um vídeo que levantava a hipótese de uma suposta cirurgia íntima. A especulação surgiu a partir da comparação de imagens da atriz usando maiô, em que uma cirurgiã sugeriu uma possível alteração no chamado Monte de Vênus, região localizada acima da vagina.
Paolla não deixou o comentário passar em branco e respondeu com ironia. “(Risos) Que maravilha! Tanto apreço pela minha região íntima, mas nem sabia que existia essa cirurgia. Um corte diferente de maiô ou uma foto sem o sol do meio-dia podem ajudar também. Beijos!”, escreveu nos comentários. A resposta da atriz ajudou a esfriar os boatos e abriu espaço para um debate mais amplo sobre o que, de fato, é a cirurgia íntima e quando ela faz sentido.
Depois, a cirurgiã plástica disse que não teria afirmado se Paolla Oliveira teria feito qualquer cirurgia íntima e que o conteúdo tinha apenas caráter educativo e informativo.
O que é a cirurgia íntima?
A cirurgia íntima feminina reúne um conjunto de procedimentos realizados na região genital, com objetivos que podem ser estéticos, funcionais ou ambos. O Brasil lidera o ranking mundial desse tipo de intervenção, segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery. Apenas em 2020, mais de 20 mil mulheres passaram por algum procedimento íntimo no país.
Entre as técnicas mais conhecidas estão a labioplastia, redução dos pequenos lábios, aumento dos grandes lábios, correções do Monte de Vênus e tratamentos a laser. A escolha do procedimento depende sempre da queixa da paciente e da avaliação médica.
Por que a procura aumentou
Segundo Elodia Ávila, cirurgiã plástica e especialista em longevidade, o crescimento da busca está ligado a uma mudança cultural. “Nós podemos sentir nos consultórios que as mulheres têm se sentido mais seguras para buscar orientação médica, discutir desconfortos íntimos e compreender que saúde íntima é parte da saúde integral”, afirma.
As queixas mais comuns envolvem desconforto ao usar roupas apertadas, dor durante atividades físicas, incômodo nas relações sexuais e alterações provocadas por gravidez, genética ou mudanças hormonais ao longo da vida.
Estética, função e bem-estar
Embora muitas pessoas associem a cirurgia íntima apenas à estética, a especialista explica que nem sempre esse é o principal motivo. “Além dos benefícios estéticos, como melhora da autoestima e da percepção corporal, há casos em que o procedimento é feito exclusivamente por benefício funcional”, explica Elodia.
Ela ressalta que as técnicas atuais tornaram a recuperação mais simples. “A recuperação costuma ser rápida, e as abordagens modernas permitem intervenções mais precisas, com menos dor e cicatrizes discretas. Ainda assim, a técnica exata precisa ser definida caso a caso”, diz.
Avaliação individual é essencial
Elodia reforça que não existe um padrão de corpo ou de indicação. “A indicação de cada procedimento deve ser individualizada, sempre com acompanhamento médico qualificado e avaliação detalhada das necessidades de cada paciente, para que a escolha esteja alinhada à sua realidade”, explica.
Resumo:
Paolla Oliveira negou ter feito cirurgia íntima após especulações nas redes sociais. O episódio trouxe à tona o debate sobre esse tipo de procedimento, que engloba técnicas com fins estéticos e funcionais. Especialistas explicam que a cirurgia íntima deve ser indicada de forma individualizada e que nem toda mudança corporal está relacionada a intervenções médicas.
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Lígia Menezes
Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 3 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!








